Durante muito tempo, a conversa à volta de um PC gaming começava quase sempre na placa gráfica. Depois vinha o processador, e só no fim apareciam a memória RAM e o SSD. O que era completamente normal, visto que a memória ficou muito barato ao longo do tempo. Mas, os tempos mudaram. Hoje em dia, com jogos cada vez maiores, updates absurdos e Windows sempre pronto a roubar espaço, há uma coisa que muitos jogadores já perceberam.
É mais fácil viver com menos RAM do que com pouco armazenamento.
O mercado já não quer SSD pequenos. O que é normal em 2026!
Portanto, a Lexar diz ter encontrado uma tendência curiosa no mercado. Os kits de RAM com menor capacidade continuam a vender de forma perfeitamente aceitável, isto enquanto os SSD de 256 GB e 512 GB já não convencem quase ninguém. Isto mesmo com os novos preços, o que é obviamente muito interessante.
Um SSD abaixo de 1 TB em 2026 é, na maioria dos casos, um compromisso demasiado agressivo. Afinal, instalas o Windows, metes meia dúzia de apps, um ou dois jogos mais pesados, e de repente já estás a fazer contas ao espaço como se estivesses em 2017.
Aliás, em 2017 já existiam consolas com 1TB de armazenamento no mercado ao preço da chuva.
Ou seja, o problema é que os jogos modernos comem armazenamento como se não houvesse amanhã. Call of Duty, Forza, Starfield, GTA, ou qualquer outro AAA mais recente, tudo isto pode devorar centenas de gigas sem grande dificuldade.
A RAM ainda dá para gerir ou acrescentar mais tarde sem grandes problemas. O armazenamento é preciso… logo!
Podes comprar 16GB hoje, e amanhã faz o update para os 32GB. Afinal de contas, ainda são poucos os jogos que exigem mais do que isto. No lado do armazenamento? A história é um pouco diferente. Assim que instalas as primeiras coisas no teu novo PC, começas a ver o espaço disponível a cair… A pique.
Ou seja, consegues viver algum tempo com menos memória. Mas viver sem espaço livre é uma dor de cabeça imediata.
Um SSD de 1 TB começa a ser o mínimo dos mínimos
Há uns anos, 512 GB ainda podia parecer uma escolha equilibrada. Hoje em dia, já começa a parecer uma escolha feita só porque o orçamento não deu para mais. E é uma pena, porque é o tipo de poupança que depois se paga rapidamente em chatices.
Aliás, para quem monta um PC gaming de raiz, 1 TB já devia ser o ponto de partida, não a opção premium. É o valor mínimo para ter algum descanso, especialmente se a ideia é instalar jogos modernos sem andar constantemente a apagar coisas para abrir espaço.
O problema é que tudo está caro.
Claro que a realidade também é esta. A RAM está cara. O SSD também. Montar um PC está tudo menos barato. Por isso, quando chega a altura de cortar em alguma coisa, o consumidor vai tentar perceber onde dói menos.
E pelos vistos, a resposta do mercado é simples. Ou seja, no fim do dia, os jogadores estão a ser mais realistas
É esta a leitura mais interessante de toda a história. O mercado pode até continuar sensível ao preço, mas os jogadores já perceberam onde faz sentido poupar e onde isso se transforma logo num problema.








