Quando parecia existir algum espaço para respirar no lado dos combustíveis, volta a aparecer mais lenha para a fogueira. A nova ameaça de bloqueio no Estreito de Ormuz atira outra vez o mercado do petróleo para território perigoso, e isso é exatamente o tipo de notícia que Portugal não precisava de ver agora.
O problema não é só a ameaça. É o que ela significa para o petróleo
Portanto, Donald Trump anunciou uma nova escalada à volta do Estreito de Ormuz, e o detalhe que realmente interessa é simples. É uma das artérias principais no grande sistema do petróleo. 20% de todos os barris passam por aqui.
Traduzindo isto para o mundo real: gasóleo e gasolina podem voltar a encarecer.
Em Portugal, isto importa ainda mais porque os combustíveis já vinham de um cenário pesado. Houve algum alívio recente no petróleo, mas os receios de um choque energético prolongado continuam em cima da mesa.
Ou seja, qualquer descida que o condutor português pudesse esperar nas próximas semanas pode muito bem revelar-se temporária. Se o Estreito de Ormuz continuar fechado, condicionado, minado ou agora ainda mais pressionado por uma operação militar americana, o mais normal é o petróleo voltar a aquecer.
E quando o petróleo aquece, o gasóleo e a gasolina acabam quase sempre por seguir o mesmo caminho.
O mercado agora vai olhar para uma coisa: duração
Nesta altura, a grande questão não é apenas saber se a ameaça vai avançar exatamente como foi anunciada. A grande questão é perceber durante quanto tempo é que esta nova fase de tensão vai durar.
Porque, mesmo que não exista uma explosão imediata no preço por litro amanhã de manhã, o simples prolongamento da incerteza já é suficiente para travar quedas e preparar terreno para novas subidas.









