O gesto mais icónico do Tinder pode estar com os dias contados. Isto porque a app quer substituir o mítico swipe por inteligência artificial. Ou seja, vais deixar de escolher a pessoa para os teus dates. “Alguém” vai escolher por ti.
Swipe fatigue é real… e o Tinder sabe disso!
Durante anos, deslizar para a esquerda ou direita foi o coração do Tinder, bem como de muitas outras apps similares. Mas a realidade mudou.
Os utilizadores estão cansados. O chamado “swipe fatigue” é cada vez mais comum, e os números mostram isso mesmo. A app passou de cerca de 75 milhões de utilizadores ativos em 2021 para cerca de 50 milhões atualmente.
Sim, conhecer pessoas é complicado, e a chama da novidade já perdeu muita força no Tinder. Algo que também é consequência do modelo de negócio da empresa detentora da plataforma.
Mas… Talvez a IA resolva alguma coisa.
“Chemistry”: a IA passa a fazer o matchmaking
A grande novidade chama-se “Chemistry”. Basicamente, o Tinder quer usar inteligência artificial para sugerir possíveis matches automaticamente. Como funciona?
- Respondes a algumas perguntas sobre ti
- A IA analisa interesses e personalidade
- Recebes sugestões diárias de possíveis encontros
Mas não fica por aqui.
No futuro, a app pode até analisar as fotos que tens no smartphone para perceber melhor o teu estilo de vida. Com isso, promete sugestões ainda mais “acertadas”.
Sim, a app vai olhar para as tuas fotos… para te arranjar um date.
Mais IA… mas também mais controlo?
Além das sugestões automáticas, o Tinder vai tornar obrigatória a verificação de perfil através de vídeo selfie.
A ideia é aumentar a segurança e reduzir contas falsas. Ao mesmo tempo, o design da app também vai mudar, com fotos em ecrã inteiro e um visual mais “limpo”.
Há ainda um modo de astrologia, onde podes inserir dados de nascimento para ver se há compatibilidade.
Sim, chegámos ao ponto em que a IA e os signos trabalham juntos. É o caos!
O Tinder está a mudar… mas será para melhor?
A ideia de deixar a IA escolher por ti pode parecer conveniente. Menos tempo perdido, menos decisões, mais eficiência.
Mas também levanta uma questão óbvia. Se deixas de escolher… ainda estás realmente a escolher?








