A Samsung sempre nos habituou a ecrãs de topo, mas com o novo Galaxy S26 Ultra, a marca decidiu arriscar numa funcionalidade que está a dividir opiniões por causa dos olhos: o ecrã de privacidade. Embora a ideia de manter os curiosos longe dos teus dados pareça excelente no papel, a verdade é que a implementação prática pode ser um autêntico tiro no pé para a tua saúde visual. Se estás a pensar comprar este novo flagship, mas sofres de sensibilidade ocular ou enjoos de movimento (motion sickness), este artigo é para ti.
Ecrã de privacidade do Galaxy S26 Ultra afeta os olhos? Mas porquê?
A premissa é simples: um ecrã que protege as tuas informações quando estás em transportes públicos ou áreas urbanas, impedindo que quem está ao teu lado consiga ler as tuas mensagens ou ver os teus dados bancários. Contudo, na prática, a experiência fica aquém das expectativas.
Qualidade sacrificada: Quando ativado, notas uma redução imediata no brilho e na qualidade geral da imagem.
Efeito Lente Baça: Para obteres uma privacidade real, tens de colocar a definição no máximo, o que faz com que pareça que estás a olhar para o telemóvel através de um vidro embaciado.
Ângulos de visão: Surpreendentemente, em ângulos médios, a informação ainda continua visível, a menos que uses a configuração mais agressiva.
O problema do PWM e as dores de cabeça
Aqui é onde a situação se torna complicada. Mesmo que desligues a funcionalidade, a estrutura do ecrã necessária para fazer o Privacy Display funcionar parece estar a afetar utilizadores sensíveis ao PWM (Pulse Width Modulation).
Se costumas sentir tonturas ao usar óculos de realidade virtual (VR), podes vir a sentir o mesmo com o S26 Ultra. Além disso, a forma como a Samsung organizou os píxeis para permitir esta tecnologia está a causar:
- Leve tontura após períodos de utilização prolongada.
- Piores ângulos de visão em comparação com o modelo anterior (S25 Ultra).
- Fadiga ocular acentuada, mesmo para quem nunca teve problemas com ecrãs OLED.
Somos “beta testers” de um gadget de 1300€?
A Samsung é conhecida por ser meticulosa e por não lançar tecnologias sem estarem maduras. No entanto, lançar uma funcionalidade que afeta a saúde visual de uma minoria — mas de forma real — parece fugir à regra da marca.
Ademais, pagar um valor premium para ter um ecrã que, teoricamente, é fantástico, mas que na prática causa desconforto físico, é algo que deves considerar seriamente. Portanto, se os teus olhos são sensíveis, aconselhamos vivamente que testes o equipamento numa loja física antes de avançares para a compra.
Vale a pena o risco?
Em suma, para a grande maioria, o Galaxy S26 Ultra continuará a ter um ecrã vibrante e saturado. Contudo, se fazes parte do grupo que sofre com a cintilação dos ecrãs ou enjoos de movimento, o Privacy Display pode ser uma dor de cabeça que não vale o investimento.










