Se andavas à espera de um salto sério no mundo dos CPUs desktop, prepara-te. Os rumores à volta da arquitetura Zen 6 da AMD começam a ganhar forma e o que está a circular não é nada modesto. Afinal, fala-se em 24 núcleos no segmento mainstream, bem com em frequências a tocar nos 7 GHz.
Curiosamente, apesar de toda esta evolução, tudo indica que a AMD vai manter a compatibilidade com o atual socket AM5.
Se isto se confirmar, a próxima geração Ryzen 10000 pode mexer mesmo com o mercado.
Adeus limite dos oito núcleos por chiplet
Caso não te lembres, desde a arquitetura Zen 2 que a AMD tem mantido um máximo de oito núcleos por CCD. Algo que pode estar prestes a mudar em 2026 com o salto para a nova e renovada arquitetura Zen 6.
Afinal, segundo leaks recentes, a nova arquitetura deverá dividir-se em quatro variantes single CCD com seis, oito, dez e doze núcleos, e três variantes dual CCD para o segmento mais alto. É aqui onde a coisa começa a escalar.
Assim, os modelos topo podem ir dos 16 núcleos, numa configuração 8 mais 8, até aos 20 núcleos em formato 10 mais 10 e finalmente aos 24 núcleos com dois blocos de 12. Ou seja, cada CCD poderá subir para 12 núcleos. Isto é uma mudança estrutural face ao que a AMD tem feito nos últimos anos.
24 núcleos físicos cada um com 2 threads, estamos a falar de processadores com 24 núcleos e 48 threads.
Frequências a caminho dos 7 GHz
Além do número absurdo de núcleos físicos, tudo indica que a AMD também se quer meter na corrida aos GHz. Assim, se a arquitetura Zen 4 já tinha levado a fasquia até aos 5.7 GHz. Com o Zen 6 fala-se em testes internos a atingir 6.5 GHz, com o objetivo simbólico de chegar aos 7 GHz.
É um número mais psicológico do que prático, mas num mercado onde marketing e performance caminham lado a lado, quebrar essa barreira tem peso.
Cache pode disparar para níveis absurdos
Os detalhes sobre cache ainda são pouco claros, mas há rumores de 48 MB de L3 por CCD. Num modelo de 24 núcleos isso significaria 96 MB no total.
Outras fontes falam em 144 MB por CCD, o que levaria o topo de gama para uns impressionantes 288 MB de L3.
Se isto acontecer, a AMD não só reforça a sua aposta em cache como arma competitiva, como também antecipa a resposta da Intel, que prepara a arquitetura Nova Lake para tentar recuperar terreno face ao sucesso do 3D V Cache.
2 nm e AM5 continuam no jogo
A AMD já confirmou que o Zen 6 chega ainda este ano e que vai transitar para um processo de 2 nm da TSMC, muito provavelmente para os nós N2P ou N2X.
A grande diferença face à Intel é que a AMD promete manter compatibilidade com o socket AM5. Ou seja, quem investiu recentemente numa motherboard AM5 pode, em teoria, fazer upgrade apenas do processador.
Num mercado onde a Intel prepara uma nova plataforma que vai obrigar a trocar também a motherboard, esta decisão pode pesar bastante na carteira dos utilizadores.
A guerra vai aquecer!
Se a Ryzen 10000 realmente chegar aos 24 núcleos no desktop tradicional e tocar nos 7 GHz, estamos a falar de um salto claro face ao que temos hoje.
Mas como sempre, ainda nada está confirmado. Frequências máximas e contagens de núcleos impressionam, mas o que interessa é desempenho real, eficiência e preço final em Portugal.
Porque no fim do dia a pergunta é simples. Vale a pena trocar de CPU ou estamos apenas a assistir a mais uma corrida aos números?








