Se tens acompanhado o mercado de tecnologia, já percebeste que 2026 não está a ser simpático para quem quer comprar hardware. Está tudo a ficar mais caro, e é apenas o início da macacada. RAM cara, SSDs a alcançarem preços absurdos, e produção de 3nm e 2nm a encarecer a cada dia que passa. O cenário é simples e assustador… Tudo está a ficar mais caro.
Ainda assim, há um segmento que pode aguentar mais algum tempo antes de ceder por completo. O mundo dos portáteis.
Não é magia, nem é um acaso do destino.
Ou seja, apesar de algumas fabricantes como a Samsung já terem aproveitado para aumentar a nova geração de computadores, algumas marcas ainda estão sentadas em inventário antigo, e como tal, podem manter a competitividade mais tempo.
A IA é assustadora. Mas, nem tudo é o fim do mundo!

A explosão da inteligência artificial está a sugar RAM, armazenamento, chips e capacidade de produção a um ritmo difícil de acompanhar. Segundo previsões da IDC, o mercado de PCs pode encolher entre 2.4% e 8.9% em 2026 devido a limitações na oferta.
Menos oferta significa preços mais altos. Isto não é teoria. Já está a acontecer.
Mas os fabricantes de portáteis têm uma pequena vantagem face ao resto do mercado.
Muitos garantiram componentes com bastante antecedência, numa altura em que a pressão da IA ainda não era tão agressiva. Por exemplo, a Lenovo tem stock para 1 ano, e a ASUS e HP não devem estar muito atrás.
Comprar mais cedo pode fazer toda a diferença
Se estás a pensar trocar de portátil em 2026, a regra é simples. Quanto mais cedo, melhor.
Enquanto existir stock pré-negociado, algumas marcas conseguem manter preços estáveis. Não porque querem ser simpáticas, mas porque já pagaram pelos componentes a valores antigos.
Isto aplica-se sobretudo às marcas grandes. Dell, HP, Lenovo, Apple. Empresas com escala suficiente para absorver parte dos custos ou renegociar volumes.
Por exemplo, o MacBook Air M4 base deverá continuar ao mesmo preço durante vários meses, sendo este um dos melhores portáteis até 1000€ que o dinheiro pode comprar.
O problema é que isto não vai durar
Convém não criar falsas esperanças.
Este “balão de oxigénio” só dura enquanto houver stock antigo. Quando acabar, os preços reais entram em cena. E aí, não há milagres.
Além disso, mesmo que um portátil continue a ter um preço apelativo, isso não garante que seja um bom negócio. Para segurar valores, muitas marcas vão cortar onde dói menos no marketing, mas mais no uso diário.
Menos RAM. Menos armazenamento. Processadores mais fracos. Configurações que parecem aceitáveis na ficha técnica, mas que envelhecem mal.
Já vimos este filme antes.
Conclusão
Os portáteis podem ser, de facto, a última linha de defesa contra preços completamente descontrolados em 2026. Mas é uma defesa temporária.
Se precisas de um portátil novo, este é o ano para agir com cuidado, comparar bem configurações e evitar cair em máquinas “baratas” que já nascem limitadas.

