Há pessoas que acham que o problema da conta da luz é o forno, o termoacumulador, o aquecedor… Mas depois vais ver e há um aparelho que, no inverno, faz turnos de 8, 10, 12 horas como se fosse normal: o desumidificador. E o pior? Muitas pessoas estão a pagar sem precisarem. Não porque o aparelho é mau mas porque estão a cometer um erro simples e muito comum: meter o desumidificador a trabalhar como se tivessem de transformar a casa num deserto e depois quem sofre é a conta da luz
Desumidificador e a conta da luz: a armadilha dos 40–45%
O número mágico que mais faz estragos é este: 45% (ou menos). Quando apontas para 40–45% no inverno, em muitas casas portuguesas estás a pedir ao aparelho um objetivo que obriga a trabalhar horas a fio, fazer ciclos constantes, puxar humidade que volta logo a entrar e gastar energia como se não houvesse amanhã.

A verdade que ninguém te diz: não precisas de viver a 45% para controlar bolor, cheiros e condensação.
Para a maioria das casas, 55–60% é o ponto certo:
corta o “ar a mofo”, reduz condensação, baixa o risco de bolor e faz o desumidificador desligar e descansar. E aqui está a grande diferença: um aparelho a descansar é um aparelho que não te está a cobrar.
O modo que te está a prejudicar é o Contínuo. Se o teu desumidificador está em Contínuo, estás basicamente a dizer: Trabalha sempre. Mesmo que já não faça sentido. Resultado: ele vai correr horas só porque sim e tu só notas na fatura.
O que usar:
Opta pelo modo Auto / Hygrostat / Smart (o nome muda, a lógica é a mesma) com alvo em 55–60%. Se fizeres só isto, já mudas muita coisa. Estás a desumidificar a casa toda sem querer (e a pagar por isso). Agora vem o segundo erro gigante: porta aberta.
Se estás com o desumidificador ligado e a porta da divisão está aberta, estás a tentar desumidificar: a divisão, o corredor, a sala, o resto do ar que circula…
Ou seja: estás a aumentar o volume de ar que o aparelho tem de tratar. E quando aumentas o volume, aumentas o tempo ligado.
Regra simples: fecha a porta da divisão onde queres baixar a humidade.
Se houver folgas na base, sim: uma toalha enrolada na porta ajuda a cortar fuga de ar húmido.

A posição errada faz o aparelho render menos (e gastar mais)
Outro clássico: o desumidificador encostado à parede, escondido num canto, colado a cortinas.
Isto reduz circulação e eficiência. E quando a eficiência cai, o aparelho compensa como sabe: mais horas ligado.
Coloca-o assim com espaço à volta (não colado a nada), longe de cortinas e sofás, numa zona onde o ar circula. Um desumidificador precisa de respirar para trabalhar bem.

