Os smartwatches têm vindo a evoluir a um bom ritmo, ainda assim, um pouco à imagem daquilo que aconteceu noutros lados do mundo da tecnologia, têm um grave problema na parte do carregamento.
É que além do facto de ser uma ideia difícil de assimilar, a parte do ter de carregar um relógio todos os dias… A realidade é que os carregadores também são francamente maus, seja na gama baixa, na gama média, ou na gama mais alta deste mercado.
Smartwatches continuam com um sistema de carregamento terrível!

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Portanto, tenha uma smartband, um relógio inteligente de gama média, ou um super topo de gama de quase 1000€, a realidade é que nenhum destes aparelhos vai ter a mesma solução de carregamento.
Talvez não seja um problema demasiado grave para um utilizador comum, que compra um smartwatch capaz de lidar com as suas exigências do dia-a-dia, e vai utilizá-lo até ao fim do seu ciclo de vida, para depois comprar um outro modelo potencialmente superior.
Mas, para mim, que testo dezenas de relógios todos os anos, é quase inacreditável a forma como é pura e simplesmente impossível de carregar um relógio com um outro qualquer carregador além do carregador que vem na caixa.
- Quero usar um Apple Watch? Vou ter de usar o carregador do Apple Watch.
- Quero usar um Galaxy Watch ou Huawei Watch, que até contam com suporte a carregadores Qi, vou ter muito provavelmente de usar um carregador personalizado, porque o seu formato não permite o carregamento em qualquer superfície.
- Quer usar um relógio da Xiaomi, um Pixel Watch, Polar, Garmin, etc… Vai ter de usar um carregador proprietário.

Não faz qualquer sentido ter 2 relógios em cima da mesa, que custam basicamente o mesmo preço, e cada um deles ter um formato de pinos diferentes para o carregamento diário.
Aliás, mesmo que queira comprar uma base de carregamento que sirva para o smartphone e smartwatch ao mesmo tempo, estamos sempre limitados por esta falta de standardização, e por isso, pode até sentir-se preso ao ecossistema.
Isto é curioso, porque é algo que o mercado tem feito de tudo para “limitar”. Daí a Apple ter sido obrigada a usar cabos USB-C para carregamento em todos os seus produtos.
Como é que isto acontece?
O smartwatch mudou consideravelmente nos últimos anos. Pri
Deixou de ser um gadget bonito que apenas lhe enviava algumas notificações para o pulso, para ser um aparelho essencial para se manter conectado, fazer pagamentos, ou claro, fazer uma monitorização mais fina da sua saúde e capacidade física.
Para ter uma ideia do crescimento, no terceiro trimestre do ano passado, foram enviados cerca de 150 milhões de relógios inteligentes para as prateleiras, e ao que tudo indica, o caminho é de crescimento até pelo menos 2028.

Um crescimento sem padrões vai levar a mais lixo eletrónico!
Eu já perdi a conta ao número de carregadores de smartwatch que tenho em casa, que nem faço ideia a que modelo pertencem. É chato, e acaba por ser um regresso ao passado, com um acréscimo de lixo eletrónico sem controlo no mundo da tecnologia.
Assim, deveria de existir um sistema único, ou pelo menos 2 sistemas únicos, para os relógios mais baratos e para os mais caros. Carregamento sem fios com a ajuda de ímans. Tal e qual como acontece nos Apple Watch e Galaxy Watch (porém, aos dias de hoje, o carregador de um não carrega o outro). Além disso, carregamento com fios a partir de um design único para todos os aparelhos.
Curiosamente, isto é algo que já acontece no lado dos earbuds sem fios! Com as caixas de transporte a carregarem a partir de 2 sistemas únicos, sem-fios e a partir de cabos USB-C. Qual é a dificuldade?
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