Durante anos, o discurso foi sempre o mesmo. O Windows é versátil, poderoso, mas nunca conseguiu ser aquela ferramenta realmente útil para jogar. Sempre se demonstrou complicado, inconsistente, e por isso mesmo nunca foi exatamente “plug and play” como uma consola.
Dito tudo isto, a Microsoft parece finalmente aceitar isso e está a preparar um conjunto de mudanças profundas no Windows 11 para tornar a experiência de jogo mais rápida. Mais mudanças, porque tem existido um esforço para melhorar a performance do Sistema Operativo, como tivemos a oportunidade de ver na recente Xbox ROG Ally X.
Mais concretamente, a Microsoft quer meter o Windows mais perto daquilo que encontramos numa consola Xbox.
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Windows 11 vai ficar mais rápido e… Mais “consola”?

Portanto, as novidades foram detalhadas num novo texto publicado no Windows Experience Blog e não são promessas vagas. Estamos a falar de otimizações reais ao sistema operativo que vão chegar ao longo dos próximos dois anos.
Sim, as mudanças vão ser tantas, que a promessa pode demorar anos a ser concretizada. Algo interessante, porque também demonstra a confusão que ditou o desenvolvimento do Windows ao longo dos anos.
Dito tudo isto, a ideia central é simples. Menos Windows a atrapalhar, mais recursos para os jogos.
Mais concretamente, segundo a Microsoft, estão a ser afinadas várias camadas críticas do Windows 11, incluindo a gestão de tarefas em segundo plano, eficiência energética, agendamento do CPU, pilha gráfica e até os próprios drivers. Tudo para libertar recursos que hoje estão a ser desperdiçados e colocá-los onde realmente interessam, no jogo que está a correr em primeiro plano.
O objetivo declarado é entregar uma experiência “console-like” no PC.
Ou seja, ligar, escolher o jogo e jogar, sem aquele peso invisível do sistema a roubar desempenho.
Um dos pilares desta mudança é a expansão da tecnologia Advanced Shader Delivery, já usada nos dispositivos ROG Ally com interface Xbox. Esta funcionalidade descarrega e prepara os shaders dos jogos logo durante o download, evitando aquelas pausas longas no primeiro arranque e reduzindo stutter durante o gameplay.
Segundo dados da própria Microsoft, esta tecnologia reduziu os tempos de carregamento iniciais em mais de 80% em jogos como Avowed e até 95% em Call of Duty Black Ops 7. Além disso, ajuda a poupar bateria, algo crítico em PCs portáteis e consolas híbridas.
Há também boas notícias para quem aposta em hardware ARM. O emulador Prism, responsável por correr software x86-64 em sistemas ARM, passa a suportar instruções AVX e AVX2. Na prática, isto melhora a compatibilidade e o desempenho de muitos jogos em emulação, algo essencial para o futuro dos PCs baseados em Snapdragon.
O que tudo isto mostra é claro. A Microsoft percebeu que o PC precisa de ser mais simples para jogar, especialmente numa altura em que consolas portáteis, híbridos e setups de sala estão a ganhar cada vez mais espaço.
Em suma, graças a isso, o Windows pode ganhar uma nova vida. Porém, nem tudo pode ser feito de promessas. A Microsoft tem muito para fazer e o tempo está a contar.




