Windows 11 é um caos e a Microsoft sabe disso.

Como a grande maioria dos portugueses, ando a usar Windows há muitos e longos anos, porque este é o Sistema Operativo que encontramos em (quase) todo o lado, especialmente na escola, que é onde normalmente temos o primeiro contacto com um PC a sério.

Dito isto, o Windows nunca esteve tão cheio de coisinhas irritantes como agora. Sim, melhorou em muita coisa. Mas, ao mesmo tempo, também piorou em muitas outras.

Se antes, quando tinha problemas no PC olhava logo para a RAM ou Placa Gráfica, nos dias que correm olho logo para as atualizações do Windows, e isso é… Horrível para a Microsoft que quer conquistar a confiança dos utilizadores.

Windows 11 é um caos e a Microsoft sabe disso.

Há muito tempo que a Microsoft não tinha tanta gente irritada ao mesmo tempo. E não é só por causa das consolas Xbox, dos cortes internos ou das guerras no X. O problema maior chama-se Windows 11.

Entre requisitos de hardware absurdos como o TPM 2.0, decisões de design difíceis de defender, bugs constantes e atualizações que partem mais do que arranjam, o sentimento geral é simples… isto não está a correr bem. E como é óbvio, a Microsoft sabe perfeitamente disso.

As críticas são públicas, repetidas e antigas. Mas as respostas continuam a ser poucas ou irrelevantes. Andamos nisto há muitos anos. Há demasiados anos.

IA à força. Mesmo quando ninguém pediu

O grande problema chama-se obsessão por IA.

O Windows 11 está a ser transformado num campo de testes para tudo o que envolva inteligência artificial. Copilot aqui, sugestões ali, automações acolá. Mas, infelizmente, muitas delas impostas, poucas realmente úteis para o utilizador comum.

O argumento é sempre o mesmo: o futuro passa por aqui. Só que os números contam outra história. A utilização do Copilot tem vindo a cair desde 2024, e muito do crescimento “oficial” parece vir mais de adoção forçada em empresas do que de entusiasmo real dos utilizadores.

Mesmo assim, a Microsoft continua a insistir. Porque há demasiado dinheiro investido, demasiadas parcerias em jogo e uma bolha que ninguém quer ver rebentar.

Utilizadores estão a desistir?

Quando as pessoas sentem que não são ouvidas, fazem o que sempre fizeram. Vão embora.

Há cada vez mais utilizadores a manterem-se no Windows 10 graças ao suporte alargado, e outros a mudarem mesmo para Linux. E isto nunca esquecendo do grande trunfo que a Apple tem na forma do MacBook Air M4. Um portátil bonito, acessível, que serve de porta de fuga para o ecossistema rival.

E a resposta da Microsoft? Mais IA. Mais integração forçada. Mais promessas vagas de que tudo vai melhorar.

O problema já não é técnico?

O Windows 11 não é um desastre porque é impossível de arranjar. É um desastre porque está a ser moldado para servir uma estratégia que não dá importância ao utilizador.

E isto é irónico, porque a própria Microsoft já passou por algo semelhante no passado. Ignorou os utilizadores, perdeu a guerra dos browsers, e só acordou quando já era tarde.

Até quando dá para ignorar quem usa o Windows?

O aviso está feito. Há anos.

Se a Microsoft não começar a ouvir quem usa o Windows todos os dias, a simplificar o sistema, a cortar no lixo e a dar escolha real ao utilizador, a erosão vai continuar. Não de um dia para o outro, mas de forma constante.

Aliás, em cima falei do MacBook Air M4. Pois bem, a Apple vai lançar outro MacBook ainda mais barato que este nas próximas semanas. Um portátil que vai ser incrível para estudantes. Por isso, é muito provável que o primeiro contacto deixe de ser sempre Windows, e isso é muito perigoso para a Microsoft.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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