A Regra dos 3 metros: tira o telemóvel da tua mesa de cabeceira

Vamos ser honestos: a última coisa que vês antes de fechar os olhos é o ecrã do telemóvel. E a primeira coisa que vês ao abrir os olhos? O mesmo ecrã. Trocámos os velhos despertadores de pilha por smartphones de mil euros e achámos que estávamos a fazer um upgrade. A verdade é que transformámos o nosso quarto que devia ser um santuário de descanso numa extensão do escritório e das redes sociais. Se sentes que acordas sempre com a cabeça pesada ou que a tua manhã começa logo em stress, a culpa é muito provável que seja desse amigo na mesa de cabeceira. É por isso que a regra dos 3 metros é tão importante quando se trata de ter o telemóvel na cabeceira.

Telemóvel na cabeceira? O ciclo vicioso do só mais 5 minutos

O problema não é apenas acordar. É como acordas. Quando o despertador é o telemóvel, desligar o alarme obriga-te a olhar para o ecrã. E o que é que está lá à tua espera? Notificações. Um email do chefe, uma mensagem no WhatsApp, uma notícia de última hora. Em segundos, o teu cérebro passa do modo descanso para o modo reação/pânico. O cortisol (a hormona do stress) dispara antes mesmo de teres posto os pés fora da cama. Começas o dia a reagir aos outros em vez de te focares em ti.

Porque é que o teu cérebro não desliga?

Mesmo que tenhas disciplina para não mexer no telemóvel, o teu cérebro sabe que ele está ali. Chama-se hipervigilância.

A Luz Azul é real: Não é mito. A luz dos ecrãs engana o teu cérebro, fazendo-o pensar que ainda é dia e bloqueando a melatonina (a hormona do sono).

Mesmo em silêncio, o ecrã acende, vibra ou emite micro-sons. Tu podes não acordar totalmente, mas o teu sono profundo é interrompido. Resultado? Oito horas na cama parecem quatro.

A armadilha da radiação (e da distração)

Para além das questões de saúde ainda em debate sobre a proximidade das antenas à cabeça durante 8 horas seguidas, há o perigo óbvio da distração. Quem nunca foi para a cama às 23h, mas ficou a fazer doomscrolling no TikTok ou Instagram até à 1 da manhã? Assim rer o telemóvel à mão é um convite aberto à insónia voluntária.

A Solução Radical (Mas Simples)

Queres recuperar a tua energia? Faz uma experiência de uma semana:

Compra um despertador “burro”: Sim, daqueles digitais ou analógicos que só fazem uma coisa: dar horas e tocar. Custam menos de 10€.

O telemóvel fica na sala: Ou, no mínimo, a carregar longe da cama, onde não lhe consigas chegar sem te levantares.

Entretanto o que ganhas com isto?

Adormeces mais rápido: Sem a tentação de verificar o feed.

Acordas melhor: Sem o bombardeamento imediato de informação.

Fim do “Snooze” infinito: Se tiveres de te levantar para desligar o alarme (do telemóvel longe ou do despertador), já não voltas para a cama.

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Ana Oliveira
Ana Oliveirahttp://leak
Descobriu a paixão pela tecnologia entre aulas de engenharia e fóruns de gadgets, onde passava horas a debater especificações e novidades. Gosta de explicar tecnologia de forma simples, direta e prática como se estivesse a falar com amigos. É fascinada por tudo o que envolva inovação, privacidade digital e o futuro dos smartphones. Quando não está a escrever, está a testar apps, a trocar de launcher ou a explorar menus escondidos no Android.

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