Depois de semanas (ou meses, dependendo da perspetiva) de chuva quase ininterrupta, humidade em todo o lado, obras paradas por tempo indefinido, e no meu caso até de inundações, falta de luz, e falta de rede móvel, começa finalmente a surgir uma pequena luz ao fundo do túnel.
Ao que tudo indica, os modelos meteorológicos mais recentes apontam para um possível regresso do Anticiclone dos Açores, a peça-chave que costuma trazer estabilidade, sol e temperaturas mais agradáveis a Portugal.
Sol à vista em Portugal? Está por dias!
Portanto, se estás farto de chuva, vento, etc… Ainda não é altura de abrir o champanhe, mas já dá para respirar um pouco melhor.
O guardião do bom tempo pode voltar a casa!
Ou seja, segundo várias análises partilhadas por entusiastas e páginas de meteorologia, entre elas o Meteo Trás-os-Montes, existe a possibilidade de, a partir de meados deste mês, o Anticiclone dos Açores voltar a posicionar-se de forma mais favorável à Península Ibérica.
Isto significa menos depressões a atravessar o país, menos frentes atlânticas carregadas de chuva e uma melhoria gradual do estado do tempo. Não é um corte brusco com o inverno, até porque estamos em fevereiro, mas sim uma transição mais calma, com tardes menos frias e períodos secos mais frequentes.
De forma muito resumida, se tudo correr como alguns modelos indicam, por volta do dia 18 poderá começar essa mudança.
Calma. Ainda é inverno. E como deves saber, no Inverno chove. Aliás, se ignorares os últimos mais secos, em Portugal é normal chover muito.
Por isso, convém manter os pés bem assentes na terra. As previsões ainda estão a vários dias de distância e, como sempre, podem mudar. Assim, antes de vermos sol a sério, ainda devemos passar por novos episódios de chuva significativa. Porém, nada de anormal para a época do ano, por muito fartos que estejamos.
Ainda assim, depois de tanto tempo a ser fustigado por depressão atrás de depressão, só o facto de o Anticiclone dos Açores voltar a entrar na conversa já é motivo para algum otimismo.
Em suma, depois de tanto cinzento, já merecíamos ver outra vez aquela coisa amarela no céu.






