Smartphone vai dizer às autoridades se anda a consumir drogas!

Os smartphones andam connosco para todo o lado e sabem muito sobre a nossa vida física e digital. No entanto, como se isto já não fosse suficiente vão dizer ainda mais coisas sobre nós. Inclusivamente se estamos a fazer algo ilegal. Por exemplo, o smartphone vai dizer às autoridades se anda a consumir drogas.

Smartphone vai dizer às autoridades se anda a consumir drogas!

Esta novidade chega da equipa do Hospital Universitário de Grenoble Alpes, em França, e vai dar muito jeito aos agentes da autoridade. A equipa desenvolveu uma técnica de teste de esfregaço que necessita de uma simples fricção num smartphone para detetar vários tipos de drogas. Além disso, a solução é bastante versátil. Não só encontra vestígios de substâncias em que o telemóvel esteve diretamente envolvido como superfície, mas também através de restos de suor e sebo que contêm vestígios químicos de drogas já presentes nos sistemas corporais.

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Para testar a eficácia do seu método, a equipa começou por aplicar um questionário anónimo a pessoas que consumiram drogas recreativas. Isto em eventos de música techno e trance em França. Os telemóveis dos participantes foram depois submetidos ao método de recolha de amostras de superfície por esfregaço seco. As zaragatoas foram depois analisadas para deteção de vestígios químicos através de métodos de cromatografia líquida e de espetrometria de massa.

Uma enorme precisão

Das 122 zaragatoas que o resto da equipa recolheu, foi possível detetar a presença de drogas com uma precisão ligeiramente superior a 88%, enquanto a sensibilidade do método atingiu 97,2%. Além de ser económico, o método é considerado conveniente para todas as partes envolvidas. Para além disso não requer qualquer formação especializada intensiva no que diz respeito à recolha de amostras.

A promissora investigação publicada na revista Clinical Chemistry and Laboratory Medicine (CCLM) poderá ser utilizada como “ferramenta complementar para o teste de drogas”, para além dos métodos existentes, como os testes de fluidos orais e a análise do abastecimento de água. Durante os testes iniciais de prova de conceito, a equipa identificou principalmente cocaína, MDMA (também conhecido como ecstasy) e THC (um componente-chave dos produtos derivados da canábis). Além disso, o método também foi capaz de detetar cetamina, anfetaminas, heroína, mescalina, analgésicos, antidepressivos, hipnóticos e até cogumelos.

No entanto, a equipa referiu que existe um problema de contaminação química associado a este método de identificação do consumo de drogas através de um smartphone. Além disso, há também a possibilidade de falsos positivos, como o facto de outro consumidor de droga tocar no telemóvel de uma pessoa e problemas com a estabilidade química das substâncias na superfície do telemóvel. Mas também há muitas conclusões positivas.

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Bruno Fonseca
Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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