A Realme mostrou um smartphone conceito que parece saído de um sonho para qualquer utilizador. Afinal, é um modelo que nos leva aos tempos dos antigos Nokias. Um smartphone com uma bateria de 15.000 mAh, capaz de aguentar até cinco dias de utilização normal ou três meses em standby.
Uma bateria gigante que não obriga a andar com um tijolo no bolso. Porque tudo isto acontece num corpo com apenas 8.99 mm de espessura. Praticamente o mesmo que um Galaxy S25 Ultra, que traz “apenas” 5.000 mAh.
O truque? Está na tecnologia usada.
A Realme recorreu a uma bateria 100% de ânodo de silício, algo que, para já, não passa de tecnologia de laboratório.
É por isso que este equipamento não vai chegar às lojas. Ou seja, não o vais poder comprar.
Porquê tanta medo?
As baterias de silício-carbono são uma das grandes promessas da indústria, mas também apresentam um grande risco.
Expandem-se muito mais durante os ciclos de carga, degradam-se mais depressa que as de iões de lítio e levantam questões sérias de segurança. O uso de 100% silício, como fez a Realme neste protótipo, aumenta ainda mais essas preocupações.
O que significa este conceito para o futuro?
Apesar de não ser um produto para já, a Realme mostra que há espaço para inovar na autonomia sem transformar o telemóvel num tijolo.
Os primeiros passos já estão a acontecer, como se vê em modelos como o OnePlus 13, que integrou soluções híbridas de silício-carbono para ganhar mais capacidade sem aumentar demasiado o tamanho da bateria.
Ou seja, o futuro, pelo menos por enquanto, passa por aí.









