Se pensavas que os polícias robô eram exclusivos dos filmes de ficção científica de Hollywood, então prepara-te, porque o futuro já chegou às ruas da China. O gigante asiático deu um passo de gigante na integração da Inteligência Artificial com o mundo físico e começou a destacar unidades robóticas para o patrulhamento urbano. Neste momento, cidades como Chengdu, Xangai e Hangzhou já contam com estes novos agentes que, à primeira vista, deixam qualquer um impressionado. Mas como funciona o Robocop na vida real?
Robocop na vida real? China lança robôs humanoide para patrulhar
Estes novos polícias robôs não são apenas caixas com rodas. Pelo contrário, são humanoides com cerca de 1,80m de altura, desenhados para acompanhar a presença humana. De facto, muitos cidadãos chineses admitem que, à distância, a silhueta e os movimentos são tão naturais que se confundem facilmente com uma pessoa real.

A tecnologia por trás do distintivo
Para que possam exercer as suas funções com eficácia, estas máquinas vêm equipadas com tecnologia de ponta:
Visão 360º: Contam com seis câmaras de alta definição para monitorizar tudo o que acontece ao seu redor.
Sensores Inteligentes: Detetam infrações de trânsito e comportamentos anómalos de peões em tempo real.
Cérebro IA: Estão ligados a uma rede central que lhes permite gerir semáforos e compreender as necessidades do fluxo de trânsito em cada momento.

O objetivo: Ordem pública e controlo de tráfego
Embora ainda não os vejamos a perseguir criminosos em alta velocidade, o seu papel atual é fundamental para a organização das metrópoles. Além disso, a polícia local explica que estes robôs podem funcionar como assistentes de agentes humanos ou operar de forma totalmente autónoma em cruzamentos complicados.
Desta forma, a China liberta os recursos humanos para tarefas mais complexas, enquanto as máquinas garantem que as regras de trânsito são cumpridas sem fadiga ou distrações.
Um mercado que vale biliões
É importante notar que este não é um projeto isolado. Desde 2015 que a China acelerou o passo na robótica humanoide. Atualmente, existem mais de 50 empresas no país dedicadas exclusivamente a este setor.
De acordo com estimativas da Morgan Stanley, este mercado poderá atingir os 108 mil milhões de dólares já em 2028. Portanto, o que vês hoje em Xangai é apenas o início de uma nova era onde a convivência entre humanos e robôs será o “novo normal”.
O futuro já não é o que era
Em suma, o destacamento destes robôs é a prova de que a barreira entre o software (IA) e o hardware está a desaparecer. Se a moda pega, não estranhes se, numa próxima viagem, fores mandado parar por um polícia que, em vez de um lanche, precisa apenas de uma carga de bateria.

