Robocop chamado ao serviço para combater as estrelas-do-mar

A Grande Barreira de Coral da Austrália já viu melhores dias. Esta maravilhosa obra da natureza tem de lidar com o impacto do aquecimento dos oceanos (graças às mudanças climáticas provocadas pelo homem) que afastaram as espécies e mataram seções maciças de coral. No entanto, este não é o único problema deste recife.

Quando menos se esperava uma gigante família de estrelas do mar começou a dominar o recife. É provável que isto se deva à concentração de produtos químicos da atividade humana neste local. Como relata a CNET, alguns desses produtos químicos podem ter o efeito não intencional de promover a reprodução das estrelas-do-mar devido ao aumento de algas. É que as algas são o seu alimento favorito. As algas e o próprio coral.

O problema na grande barreira de coral tornou-se tão grave que foi necessário criar-se uma espécie de Robocop para tentar combater as estrelas-do-mar que estão a destruir o recife.

A espécie específica de estrela do mar que está a criar este problema chama-se estrela-do-mar coroa-de-espinhos e tem um grande apetite por corais.

Para ajudar a combater essa nova ameaça, os cientistas da Universidade de Tecnologia de Queensland desenharam e construíram um sistema que pode capturar as estrelas-do-mar, identificá-las positivamente e depois aplicar uma injeção venenosa que as mata. O sistema foi originalmente criado em 2015, mas desde então foi ajustado e agora implementado num robô chamado RangerBot.

O robô, que pesa pouco mais de 30 quilos, é inteligente o suficiente para patrulhar os mares sozinho. No entanto, é possível controlá-lo manualmente a qualquer momento.

Como devem imaginar, chamar à acção um robô (ou vários) é obviamente muito mais fácil do que chamar mergulhadores humanos para caçar estrelas do mar. Para além disso, o robô é capaz de vasculhar os mares até oito horas antes de precisar de ser recarregado.

Com um conjunto de instrumentos de observação, o robô funciona como um dispositivo de verificação que pode transmitir informações acerca da condição do recife, dando aos cientistas mais dados para ajudar nos esforços de recuperação.

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