Se pensavas que os nomes das tempestades se escolhiam ao acaso por um estagiário aborrecido num centro de meteorologia, desengana-te. Existe uma estratégia internacional montada para que, sempre que o tempo fica feio, tu saibas exatamente de quem estamos a falar. Mas como é que o IPMA e os seus parceiros decidem se a próxima tempestade se vai chamar Afonso ou Zélia? Vamos explicar-te quem dá os nomes às tempestades.
A regra dos grupos: Portugal não está sozinho a dar os nomes às tempestades
Para facilitar a comunicação, a Europa está dividida em grupos. Portugal faz parte do Grupo Sudoeste, juntamente com a Espanha, França, Bélgica e o Luxemburgo. É entre os institutos meteorológicos destes cinco países (incluindo o nosso IPMA) que a lista de nomes se decide anualmente.

A lógica é simples: o primeiro país que emitir um aviso de nível laranja ou vermelho devido ao vento forte “ganha” o direito de dar o nome à tempestade, seguindo a ordem alfabética da lista previamente definida para essa temporada.
Porque é que damos nomes aos fenómenos?
Não é por uma questão de estilo. Estudos demonstram que as pessoas prestam muito mais atenção aos avisos de segurança quando a tempestade tem um nome próprio. É muito mais fácil dizeres aos teus amigos para terem cuidado com a “Tempestade Kirk” do que dizeres para se protegerem da “depressão pós-tropical que se desloca a 40 graus norte”. O nome humaniza o perigo e torna a comunicação mais clara e rápida nas redes sociais.
E se a tempestade vier de fora?
Às vezes, ouvimos nomes que parecem não encaixar nas nossas listas. Isto acontece porque, se uma tempestade cruzar o Atlântico vinda dos EUA ou das Caraíbas, ela mantém o nome original dado pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) de Miami. Nestes casos, o IPMA e os parceiros europeus respeitam o batismo original para evitar confusões globais.

A lista de 2026: Já sabes o que aí vem?
Todos os anos, em setembro, publica-se uma nova lista que vai de A a Z. Se a temporada for muito agitada e chegarmos ao fim da lista (o que é raro na nossa zona), existem protocolos para continuar a nomeação. O importante é que cada evento seja único e identificável.

