A Sony revelou os resultados financeiros do ano fiscal de 2025 e os números confirmam o que muitos já sentiam: as vendas da PlayStation 5 sofreram um declínio agressivo. Há quem fale do facto de a geração estar a chegar ao fim. Isto enquanto a explicação oficial da gigante japonesa foca-se nos custos elevados das memórias, que forçaram aumentos no preço final da consola.
Mas, como é óbvio, a queda nas vendas tem várias partes. Podemos falar do facto de não existirem lançamentos de jogos capazes de vender consolas, e claro, podemos falar do absurdo que é uma consola lançada originalmente em 2020 já ter aumentado de preço 3x.
A culpa é de quem? A memória está assim tão cara, que comprar uma PS5 com 6 anos em cima é uma loucura para o orçamento de uma casa? A resposta é óbvia.
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A crise das memórias e o “castigo” do consumidor

Não é segredo que a crise das memórias tem atingido a indústria com força, mas a Sony aplicou dois aumentos de preço na PS5 no último ano. O resultado foi obviamente imediato. Os clientes decidiram, pura e simplesmente, não comprar o hardware.
Na realidade, isto está a acontecer em vários mercados, e o do gaming é apenas uma das vítimas.
- Nintendo no mesmo caminho: A Nintendo já confirmou que vai subir o preço da Switch 2 em cerca de 50 dólares em setembro.
- Efeito dominó: Tal como a Sony, a Nintendo também espera que este aumento cause uma quebra nas vendas de hardware.
GTA 6: O balão de oxigénio para 2026?
Apesar do tombo nas vendas de consolas em 2025, a Sony espera um aumento de lucros de cerca de 30% no próximo ano fiscal. Porquê? Simples. GTA 6 é um jogo capaz de vender consolas. Muitas consolas mesmo.
O lançamento acontece em Novembro.
O futuro negro da PS6?
O problema é que esta crise das memórias não é passageira. A Sony já nota que o desenvolvimento da PS6 está a ser afetado pelos custos elevados dos componentes, o que poderá resultar numa consola ainda mais cara no lançamento e numa adoção muito mais lenta por parte dos jogadores.
A minha visão? Culpar apenas a “crise das memórias” é uma forma elegante de a Sony não admitir que os preços atuais são, para muitos, absurdos. É verdade que os componentes estão mais caros, mas o consumidor médio está a lutar contra a inflação em todas as frentes. Se a PS6 seguir este caminho de aumentos constantes, a Sony pode estar a preparar um tiro no pé monumental.
Sem uma base de utilizadores sólida, de que serve ter a consola mais potente se ninguém a consegue comprar? O “salvamento” pode vir com o GTA 6, mas não se pode viver apenas de um jogo.





