Todos sabemos que existem regras muito rigorosas sobre o que podes ou não levar para a cabine de um avião. Efetivamente, manter o rasto a todas as restrições de dispositivos eletrónicos tornou-se uma verdadeira dor de cabeça nas viagens internacionais. Por isso, fazer uma pesquisa rápida antes de embarcares é absolutamente essencial nos dias que correm. De facto, a esmagadora maioria dos passageiros viaja com o seu telemóvel, tablet e computador portátil, fazendo-se acompanhar por baterias portáteis para garantir energia durante todo o trajeto. Mas num país isto pode ser má ideia. Então onde é que não se pode usar powerbanks nos aviões?
Powerbanks nos aviões: em que país não se pode levar?
Antes de mais, as autoridades norte-americanas já tinham proibido as powerbanks na bagagem de porão em 2025, devido aos graves riscos das baterias de iões de lítio. Mas agora, existe agora um país asiático a elevar estas restrições a um nível completamente sem precedentes. Como resultado, a partir do dia 24 de abril de 2026, o Japão proibiu oficialmente a utilização de qualquer bateria portátil em todos os voos comerciais de e para o seu território.

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Embora possas transportar até duas destas unidades na tua bagagem de mão, estás totalmente impedido de as usar para recarregar o teu telemóvel durante a viagem. As diretrizes proíbem também que uses as tomadas do próprio avião para carregar qualquer dispositivo que contenha uma bateria de lítio.
O perigo oculto do sobreaquecimento
Esta medida altamente restritiva foi implementada com o objetivo único de melhorar a segurança de todos a bordo. Por outro lado, o receio central é que estas baterias sobreaqueçam repentinamente e causem incêndios na cabine. Desta forma, os dados oficiais revelam centenas de incidentes perigosos confirmados em aviões desde 2006, envolvendo fumo intenso, fogo e calor extremo gerado por estes pequenos aparelhos. Paralelamente, um incidente recente num voo da American Airlines em 2025 forçou mesmo uma aterragem de emergência devido ao incêndio de um dispositivo pessoal.
Ainda neste seguimento, o Japão registou mais de uma centena de acidentes com baterias em 2024. Isto representou um aumento alarmante de cento e sessenta por cento em relação a 2020. Neste contexto, as novas regras nipónicas respondem diretamente às normas de segurança da aviação civil internacional, que procuram promover a cooperação e a proteção do espaço aéreo global. Consequentemente, outras companhias aéreas mundiais aplicam as suas próprias limitações, como a proibição de colocar as powerbanks nos compartimentos superiores ou de as carregar nas tomadas dos bancos.

Ficar sem bateria a meio de um longo e aborrecido voo intercontinental parece um autêntico pesadelo para qualquer viajante moderno. Mas perante o aumento drástico de incidentes assustadores com fogo a bordo, a decisão das autoridades japonesas é perfeitamente compreensível e estruturalmente lógica. É que um incêndio a milhares de metros de altitude é um dos cenários mais perigosos e difíceis de controlar na aviação.




