Se estás no mercado à procura de um portátil novo porque o teu atual parece uma torradeira sempre que abres três abas no Chrome, ou ligas o Spotify, tens muito em que pensar, especialmente agora que tens um portátil completamente feito de alumínio no mercado “budget” (MacBook Neo).
É que caso não saibas, o material do corpo do portátil não está lá apenas porque é bonito ou fica bem nas fotografias. Também tem uma palavra a dizer na dissipação do calor.
Plástico ou Metal: Qual é que frita menos o teu portátil?

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Portanto, é aqui entramos na eterna guerra de materiais: o chassis deve ser de metal ou de plástico? Claro que a resposta não é tão linear como parece, mas há factos que não podes ignorar.
Como deves imaginar, o metal, normalmente o alumínio, é o rei da dissipação. Ou seja, funciona como um dissipador gigante, espalhando o calor dos componentes internos por toda a superfície do portátil. É por isso que tens máquinas como o MacBook Air que nem sequer precisam de ventoinha.
No entanto, o metal tem memória. Ou seja, quem teve os antigos MacBooks com processador Intel sabe bem do que falo: o chassis ficava tão quente que quase precisavas de luvas para trabalhar. Nestes casos de processadores ineficientes, o plástico acaba por ser “amigo”, porque é um isolante térmico. O calor fica concentrado no processador e as ventoinhas que se matem a expulsar o ar quente pelas ranhuras.
O Metal é premium, mas o processador é quem manda!
A Apple é o exemplo perfeito do uso do alumínio, mas a magia só acontece porque os chips atuais são absurdamente eficientes. O metal ajuda no arrefecimento passivo, afastando o calor do chip. Mas atenção! O metal sozinho não faz milagres.
Se fores comprar um portátil de metal, tens de olhar primeiro para o processador. Se o chip for um “comilão” de energia, o teu chassis premium vai transformar-se rapidamente numa frigideira quando precisares de puxar por ele.
O Plástico não é apenas “barato”, é funcional

Podes achar que o plástico é sinal de má qualidade, e muitas vezes é. Mas não é lei. Olha para os portáteis de gaming mais potentes do mercado: quase todos usam plástico. Porquê? Primeiro, porque é mais barato e leve. Segundo, porque o plástico é mais flexível e resiste melhor a quedas e toques sem ficar com mossas permanentes como o metal.
Mas há outra vantagem que a malta da Leak valoriza: a facilidade de upgrade! Os portáteis de metal costumam ter construções “unibody” que são um pesadelo para abrir. No plástico, normalmente é muito mais fácil aceder ao interior para dar aquele upgrade na RAM ou no armazenamento. Tentar abrir um MacBook é, quase sempre, pedir para estragar uma máquina caríssima.
No fim do dia, a escolha depende do que vais fazer. Se queres algo fino, leve e para tarefas diárias, o metal é imbatível. Se vais para o gaming pesado, edição de vídeo bruta ou queres ter a liberdade de abrir o PC daqui a um ano, o plástico continua a ser uma opção muito sólida, desde que o sistema de ventilação interno não seja uma porcaria.





