Também já se compram ratos às peças. É feio!

De vez em quando, as grandes fabricantes têm ideias geniais para implementar no mercado e assim aumentar a sua lucratividade. Sim, geniais para as fabricantes, porque para o consumidor a coisa é apenas feia, apesar de cada vez mais comum no mercado.

Um excelente exemplo disto mesmo é a nova mania de vender produtos “por partes”.

Ou seja, odeia DLC’s no mundo dos videojogos? Pois bem, a prática de criar um produto, para depois o dividir e vender aos bocados para ganhar alguns trocos extras começou a chegar ao mundo do hardware! Mais concretamente aos periféricos gaming.

É uma estratégia feia, mas que parece estar a fazer algum sucesso para algumas fabricantes famosas neste meio. De quem é a culpa? É nossa… Para variar. Afinal de contas, se as coisas não se vendessem, rapidamente a estratégia caia por terra.

Também já se compram ratos gaming às peças. Isto é apenas o início.

Portanto, no passado, já vimos fabricantes irreverentes e novas no mercado, como é o caso da Mountain, a oferecer produtos que depois podiam ser expandidos, como é o caso do seu famoso teclado Everest.

Para mim, isto faz sentido! Especialmente porque a Mountain tem preços justos, tanto no produto base como em tudo o que pode vir a seguir. Sendo uma tecnologia interessante e pouco conhecida no mercado. (Teclado Modular)

Ou seja, não é um produto que foi pensado, desenvolvido, produzido, e finalmente ‘cortado’ às peças. É um teclado modular, que é um produto final em qualquer uma das suas formas. (Pode ficar a saber mais sobre o teclado em baixo!)

everest
Teclado Mountain Everest

A Razer é o exemplo contrário ao da Mountain.

Como deve saber, a Razer é uma gigante do mundo dos periféricos, que agora decidiu começar a vender alguns produtos “aos bocados”. Com marketing que infelizmente não é claro, e acaba por enganar alguns consumidores menos atentos.

Um grande exemplo desta nova estratégia está em grande parte dos seus lançamentos mais recentes. Nomeadamente nos ratos, que dizem trazer várias tecnologias extremamente interessantes, mas que depois vamos ver, e para estas funcionarem são necessários “add-ons” que muito honestamente poderiam ter sido postos dentro da caixa.

É como comprar um jogo nos dias que correm. Compra o rato, e depois tem os “DLC”, que na grande maioria das vezes sempre fizeram parte do jogo original, mas foram cortados para o estúdio ir buscar mais dinheiro aos jogadores.

Ou seja, mais grave que a venda de ‘add-ons’, é a sensação de que a Razer fez de propósito. Tinha um produto final de qualidade, e decidiu cortá-lo às peças para ganhar mais dinheiro.

Ao contrário da Mountain, isto não é um rato modular… É um rato incompleto.

De forma mais concreta, duas das tecnologias mais interessantes da Razer, que é o carregamento sem fios magnético e o HyperPolling 4K sem fios, precisam de periféricos extras, que além de não virem junto com os ratos, não são de todo muito baratos.

Dito isto, no caso do carregamento, eu até podia aceitar que a base (na imagem) não viesse incluída. Porém, o rato já deveria chegar com capacidades de carregamento sem fio, com os utilizadores a terem a possibilidade de utilizarem os carregadores Qi que já têm em casa.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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