Já se ouvem aplausos na caça ao IPTV Pirata!

A luta contra a IPTV pirata acaba de ganhar um novo capítulo sério, organizado e, acima de tudo, musculado.

A Alliance for Creativity and Entertainment (ACE) veio a público elogiar o sucesso da Operation Switch Off. Uma megaoperação internacional que teve como objetivo desmantelar redes de IPTV ilegal a operar em larga escala, com impacto direto em vários mercados europeus e globais.

Ou seja, não estamos a falar de “uns quantos streams manhosos”. Estamos a falar de uma máquina bem oleada.

A ACE está a aplaudir a caça ao IPTV Pirata!

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Portanto, a operação foi liderada pelo Ministério Público de Catania e pela Polícia Estatal Italiana, com coordenação internacional da Eurojust, e apoio da Europol e da Interpol. O resultado foi uma ofensiva concertada em 11 cidades italianas e 14 países, incluindo Espanha, Reino Unido, Canadá, Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

No total, foram identificados 31 suspeitos após 29 rusgas, numa investigação que expôs uma organização criminosa hierarquizada, a operar a nível industrial. Segundo as autoridades, esta rede distribuía conteúdos premium de TV paga e on-demand a milhões de utilizadores, gerando milhões de euros por mês em receitas ilegais.

Ou seja, nada de amadorismos. Era uma rede extremamente profissionalizada.

Os números da operação ajudam a perceber a dimensão do problema:

  • Infraestruturas de IPTV ilegal a servir milhões de utilizadores desligadas
  • Cerca de 250 revendedores italianos desmantelados
  • Mais de 125.000 utilizadores finais desligados só em Itália, com milhões afetados a nível global
  • Plataformas ilegais como IPTVItalia, migliorIPTV e DarkTV foram apreendidas
  • Sites e canais de venda via Telegram foram removidos
  • Seis servidores fora de Itália foram apreendidos

Entretanto do lado da indústria, também se ouve um leve aplauso. Ed McCarthy, COO da DAZN, afirma que a IPTV ilegal não rouba apenas os detentores de direitos, mas mina o investimento no desporto e no entretenimento, além de expor os utilizadores a fraudes e riscos de cibercrime. Já Larissa Knapp, da Motion Picture Association, sublinha algo que já se tornou evidente: combater a IPTV pirata só funciona com cooperação internacional contínua e aplicação consistente da lei.

Este ponto é importante.

Durante anos, a IPTV pirata cresceu à boleia da fragmentação legal, da lentidão das autoridades e da ideia de que “ninguém vai atrás do utilizador final”. Operações como esta mostram que essa perceção começa a mudar. Não só ao nível dos grandes operadores, mas também na cadeia de revenda e, cada vez mais, no lado de quem consome.

Isto não significa que a pirataria vá desaparecer. Não vai. Isso é mais do que certo. Porque existe sempre uma luta entre o ratito e o gato. Mas o rato tem sempre forma de evoluir para escapar. Porém, significa que o cerco está a apertar, e que as autoridades estão mais coordenadas. Além disso, também significa que a margem de impunidade está a encolher.

O jogo está a mudar.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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