Isto pode parecer muito curioso, porque de facto é. Mas, Portugal está a repetir, passo a passo, o ciclo de consumo de entretenimento que o Brasil já atravessou. Ou seja, estamos a passar da queda da TV por cabo para a desilusão com o streaming e a consequente procura por soluções de IPTV baratas mas poderosas.
IPTV em Portugal: Porque estamos a seguir o caminho do Brasil?

Ainda vês TV em casa? Normalmente, como fazias antigamente? Eu não, e de facto, em Portugal, o abandono da TV paga é cada vez mais evidente. Na realidade, até quem desistiu de ver TV tradicional para apostar no streaming anda agora num mar de desilusão. Afinal de contas, o streaming, que prometia ser mais barato, tornou-se fragmentado e dispendioso. Hoje, ter as quatro principais plataformas em Portugal pode custar cerca de 900€ anuais de não aproveitares qualquer desconto. Um valor insustentável para quem ganha o salário mínimo de 870€ e enfrenta rendas altíssimas.
Uma situação que, no Brasil, empurrou os consumidores para o YouTube (com futebol gratuito) e para o IPTV. Portanto, o interesse crescente por listas IPTV em Portugal é a resposta direta à fragmentação. É o mesmo assunto de tempo. O utilizador quer centralização e um preço justo numa única interface.
Conclusão: Um mercado em redistribuição?
O entretenimento mudou três vezes em duas décadas. Portugal está agora a entrar no capítulo onde o streaming pago coexiste com o conteúdo gratuito e o IPTV. A lógica é simples. O consumidor quer pagar menos por mais, sem a complexidade que o mercado criou. No fundo, nem é uma fuga aos direitos de autor que se populariza com o IPTV Pirata. É apenas a resposta a um mercado cada vez mais caro, mais feio e mais complicado.
A culpa não é do consumidor, é dos serviços. Enquanto isso não mudar, a pirataria vai continuar.





