Como temos vindo a dizer, é cada vez mais comum encontrar subscritores de plataformas de IPTV com acesso a tudo e mais alguma coisa. Estamos a falar da afamada IPTV pirata, quase sempre popularizada pelo acesso aos jogos de futebol. Assim, sejam mensalidades de 5€, anuidades de 50€, ou até o pagamento único que possibilita o acesso vitalício (ou até o serviço fechar) à volta dos 100€ ou 150€, a realidade é que hoje em dia é extremamente comum falar do assunto como se fosse um coisa normal.
IPTV Pirata continua a crescer e já não engana!
Aliás, já comentei que em Portugal existe uma “aura” de orgulho, como se piratear sinal de TV Premium fosse uma coisa boa, por ir contra o sistema, ou melhor, contra todos os interesses instalados no nosso mercado.
Algo que pode parecer estranho, mas que acaba por fazer algum sentido quando temos em conta a forma como se faz negócio. Afinal de contas, em Portugal, há adeptos que precisam de pagar cerca de 700 euros por ano de forma a ter acesso a todos os jogos do seu clube.
É muito dinheiro, e talvez mais importante que isso, é irritante, porque nada é feito para facilitar a vida ao consumidor.
Podiam ser criados sistemas de venda jogo-a-jogo, subscrições com vantagens associadas capazes de diferença o serviço, e claro, dissociação dos serviços propriamente ditos às operadoras. É que caso não saibas, em Portugal, há canais Premium que só podem ser subscritos se tiveres um contrato com uma operadora de Internet + TV. Um autêntico absurdo em 2026, quando tudo deveria ser independente, sendo possível aceder a um qualquer canal ou evento a partir de um qualquer dispositivo com acesso à internet.
Aliás, é exatamente por aqui que aparece a conversa “o serviço do pirata é superior ao serviço legal”.
Mas porquê toda esta conversa?
Simples, hoje em dia é completamente comum encontrar anúncios publicitários, em todas as redes sociais, às muitas plataformas de distribuição de direitos de TV. Estamos a falar de anúncios patrocinados no Instagram, Facebook, TikTok, etc… Coisas que aparecem nas histórias, ou até no próprio feed.
É estranho, mas é cada vez mais comum, porque é isto é o novo normal.
Para teres noção, podes tentar a experiência.
Num jantar com amigos ou família, pergunta quem tem IPTV.
A resposta pode ser surpreendente. Eu sei que as minhas foram. Numa mesa com 20, 15 ou 16 admitiram ter IPTV. O que claro está, por si só não significa nada, mas passa seguramente a ideia de que o mercado está completamente partido, e que claro, é dinheiro que acaba por escapar às entidades detentoras dos direitos de transmissão.
Aliás, é exatamente por isso que andamos a dizer que as coisas vão mudar em 2026 e 2027.
A Liga Portuguesa quer negociar os direitos de transmissão do campeonato Português como um todo, ao centralizar tudo e mais alguma coisa em um único pacote. Um esforço para aumentar a competitividade da nossa região face aos restantes clubes e ligas europeias.
O que claro está, vai meter ainda mais pressão neste mercado paralelo, ao meter as autoridades a mexer de formas um bocadinho diferentes, e claro, mais rápidas e eficientes.
Ou seja, se no final do dia vês mais anúncios a IPTV pirata, do que a serviços legítimos… Algo está mal. Está mesmo muito mal.


