O iPhone Ultra tem de ser implacável. Por isso, o facto de a Apple meter o nome “Ultra” num dobrável, significa que vai ser uma aposta a sério. Onde começa essa aposta? Não é no ecrã sem vinco… Ou seja, parece que a Apple decidiu levar a expressão “manter a linha” a um nível obsessivo com o seu primeiro dobrável.
Assim, se os rumores anteriores já nos deixavam curiosos, os novos esquemas técnicos que escaparam de uma fabricante de capas mostram que o iPhone Ultra (o nome mais provável para o dobrável) vai ser ainda mais elegante do que se pensava. Ou seja, a Apple não quer apenas entrar no mercado dos dobráveis, quer entrar a ditar as regras daquilo que o formato tem de ser capaz de oferecer.
De forma muito resumida, a grande novidade é a espessura. Esquece os “tijolos” que mal cabem no bolso; a Apple está a preparar algo que desafia as leis da física para um dispositivo com dois ecrãs.
iPhone Ultra: A “dieta” que a Samsung não estava a prever, nem quer fazer.
Portanto, de acordo com este leak vindo diretamente do lado da produção de componentes, o iPhone Ultra terá apenas 9,23 mm de espessura quando fechado. Para teres uma noção, é um número bastante mais baixo face às as previsões anteriores que apontavam para algo entre os 9,5 mm e os 9,8 mm. Portanto, estamos a falar de um dispositivo que, mesmo dobrado, se aproxima perigosamente da espessura de um smartphone tradicional!
Mais concretamente, quando incluímos o “caroço” das câmaras, a espessura sobe para os 13 mm. Aqui é onde a Apple ganha pontos na comparação direta: o Galaxy Z Fold 7 da Samsung tem 8,9 mm de corpo, mas salta para os 14 mm se contarmos com as câmaras. Assim, no fim do dia, o iPhone Ultra poderá sentir-se muito mais equilibrado no bolso e na mão do que o seu principal rival.
O formato “Wide”: Um tablet que cabe numa mão
Outro detalhe muitíssimo interessante é que a Apple não vai seguir o formato estreito da linha Fold da Samsung. Em vez disso, o iPhone Ultra terá um design mais largo, na linha do que vimos no Huawei Pura X Max. Ou seja, quando o telefone está fechado, parece um iPhone normal e usável. Depois, quando se abre, transforma-se num ecrã massivo que realmente faz sentido para produtividade.
Este formato “Wide Fold” parece ser a grande aposta de 2026, com a Samsung a correr agora atrás do prejuízo com o seu Galaxy Z Wide Fold.
No fundo, a Apple está a aproveitar o seu 20.º aniversário para lançar um produto que não seja apenas uma curiosidade tecnológica, mas sim o substituto definitivo para quem quer um iPhone e um iPad num único pacote. A execução tem de ser perfeita, porque depois de tantos anos de espera, os fãs não vão perdoar falhas na dobradiça ou no vinco do ecrã.
Conclusão: O “terramoto” de setembro está a chegar
O iPhone Ultra tem tudo para ser o maior lançamento da Apple na última década. Se estes 9,23 mm se confirmarem, a Apple resolve de uma assentada o maior problema dos dobráveis: o volume excessivo. Resta saber se esta “magia” na espessura vai comprometer a bateria ou se a eficiência dos chips de 2nm vai conseguir compensar o espaço reduzido.
O meu palpite é que este será o dispositivo que vai finalmente convencer os mais duvidosos a dobrar o telemóvel. Afinal de contas, quando a Apple entra num mercado, ela não entra para ser a primeira, entra para ser a que define o padrão.










