Durante anos, falar de autonomia em smartphones dobráveis foi quase sempre falar de compromissos. De facto, especialmente nas fabricantes mais populares, compromissos pouco simpáticos. Ecrãs grandes, dois painéis, dobradiças complexas… tudo isso cobra um preço. Normalmente pago ao balcão, e claro, na bateria.
Mas, como quase sempre acontece quando a Apple entra tarde num segmento, a história pode mudar.
A Apple entra tarde, mas não entra distraída

Segundo novos rumores vindos da China, o primeiro iPhone dobrável pode chegar com uma bateria acima dos 5.500 mAh. Se isto se confirmar, estamos a falar da maior bateria alguma vez colocada num iPhone, ultrapassando o atual iPhone Pro Max.
Isto é relevante por um motivo simples, e apesar de tudo estranho. Os dobráveis da Samsung e da Google continuam presos a capacidades que já começam a soar curtas para 2026.
Enquanto isso, a Apple parece querer atacar logo um dos maiores problemas do formato.
Os números não mentem (e o Android fica mal na história)
Para perceber o impacto disto, basta olhar para a concorrência direta. O Galaxy Z Fold continua preso aos 4.400 mAh há anos, como se o tempo tivesse parado. O Pixel Fold melhorou, mas mesmo assim fica ali pelos 5.000 mAh.
Sim, é verdade que marcas chinesas já oferecem dobráveis com baterias maiores. Mas essas propostas raramente chegam a Portugal de forma consistente, com preços, suporte e software à altura.
Ou seja, no mercado “real”, aquele onde a maioria das pessoas compra, a Apple pode chegar com uma vantagem clara logo à primeira tentativa.
Mais curioso ainda. O iPhone Fold pode ser mais compacto
O detalhe mais interessante é que este iPhone dobrável não deverá ser um tijolo gigante. Tudo indica que será mais baixo que o Galaxy Z Fold, ligeiramente mais largo, e com um formato mais próximo de um iPad mini quando aberto.
Mesmo assim, a bateria será maior.
Eficiência energética e controlo de espaço interno. Dois pontos onde a Apple costuma ser muito forte, especialmente quando controla hardware e software ao milímetro.
Não é só o tamanho da bateria que importa
Claro que mAh não são tudo. O que interessa é o resultado final. Mas se olharmos para o histórico recente, os iPhones Pro Max têm batido rivais Android em autonomia mesmo com baterias teoricamente mais pequenas.
Agora imagina o mesmo cenário, mas com uma bateria maior do que a concorrência direta. Pois.
Conclusão
Tudo indica que este iPhone Fold vai ser um produto ultra premium. Não vai ser barato. Mas também não quer ser visto como um “primeiro rascunho”. Assim, se a Apple conseguir juntar boa autonomia, um ecrã sem vinco visível e um formato bem pensado, pode muito bem lançar o dobrável mais equilibrado do mercado logo à primeira tentativa.
E isso, goste-se ou não da Apple, é algo que o Android ainda não conseguiu fazer neste segmento.

