iPhone do futuro quer brincar com os 2nm. Tu pagas!

O chip A20 da Apple pode ficar perigosamente caro! 

A Apple prepara-se para dar um salto tecnológico enorme em 2026, mas esse salto pode sair caro. Muito caro. Afinal, segundo novos relatos vindos da Ásia, o futuro A20, que deverá equipar os próximos iPhone, pode custar à Apple cerca de 280 dólares por unidade.

Para teres uma noção do impacto, estamos a falar de um aumento de cerca de 80% face ao A19 que equipa o iPhone 17. É chocante.

2 nm não é brincadeira!

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A grande razão para este aumento está no processo de produção utilizado.

Ou seja, o A20 será produzido a partir das linhas de 2 nm na TSMC, recorrendo ao processo N2P, que estreia transístores nanosheet de primeira geração e novos condensadores metálicos de alta eficiência. Tudo isto permite ganhos claros em desempenho e eficiência, mas claro, o custo por wafer dispara.

A isto junta-se outro detalhe importante. A Apple terá reservado mais de metade da capacidade total de 2 nm da TSMC, o que pressiona ainda mais os preços e deixa concorrentes como Qualcomm ou MediaTek numa posição difícil.

O chip mais caro da história da Apple? Muito provável

Tudo indica que o A20 será o silício mais caro alguma vez produzido pela Apple. Não só pelo processo de fabrico, mas também pela mudança na arquitetura de empacotamento. A Apple deverá abandonar o sistema InFo e passar para WMCM, uma abordagem que permite combinar vários dies independentes no mesmo pacote.

Na prática, isto significa CPU, GPU e Neural Engine separados, a trabalhar de forma mais eficiente e com consumo energético adaptado a cada tarefa. É mais flexível, mais escalável e tecnicamente mais avançado. Mas também mais caro.

Mais eficiência, mais potência… e preços mais altos?

Do lado técnico, há boas notícias. Os núcleos de eficiência deverão dar um salto significativo, e a GPU pode receber a terceira geração do Dynamic Cache, melhorando a gestão de memória em tempo real. Ou seja, mais performance onde interessa e menos desperdício energético.

A grande questão é outra. Quem paga esta fatura?

A Apple pode absorver parte do custo, como já fez noutras gerações. Mas com memória RAM mais cara, processos de fabrico mais complexos e margens sob pressão, é difícil imaginar que os preços dos próximos iPhone passem incólumes.

2026 pode ser o ano em que os chips começam a mandar no preço dos smartphones. Isto depois de muito “aguentar” por parte das fabricantes.

Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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