Se achavas que os 8GB de RAM num iPhone em 2025 era algo que já não fazia grande sentido, eis que a coisa vai piorar. É que o iPhone 18, que supostamente ia dar o salto para os 12GB, vai continuar preso aos 8GB. Porquê? A resposta é a mesma de sempre neste ano de 2026… A memória está caríssima.
Ou seja, até a Apple que normalmente consegue controlar bastante bem a sua cadeia de fornecimento, está a braços com a afamada “chipflation”, e isso pode ditar um futuro conservador para o iPhone 18. Ou seja, o sonho de ver os 12GB de RAM como padrão no modelo base pode morrer na praia.
A fatura da RAM? É um absurdo. De 10% para 45% do custo total

Infelizmente, a situação é surreal para os padrões da indústria. Ou seja, até há pouco tempo, a memória LPDDR5 representava apenas 10% do custo de produção de um iPhone. Agora? Esse valor deve disparar para 45%. Mais concretamente, o custo por gigabyte deve saltar dos 3$/GB em 2025 para uma previsão de 15$/GB em 2026/2027.
No fundo, tudo se resume a uma decisão financeira. Ou seja, se a Apple equipasse o iPhone 18 com 12GB de RAM, pagaria 180$ só pela memória. Ao manter-se nos 8GB, a conta fica pelos 120$. Portanto, para conseguir manter o preço de venda final igual ao do ano passado, é muito provável que a Apple opte por sacrificar o hardware e manter os 8GB de RAM em 2027.
Aliás, os cortes não vão ficar apenas na memória. Também é esperado que o ecrã seja mais fraco, que o SoC seja o mesmo do ano passado, entre outras coisas.
Conclusão: A economia manda e o utilizador tem de aceitar.
Embora os utilizadores peçam mais performance, a realidade económica obriga a compromissos. A Apple prefere sacrificar a RAM em vez de aumentar o preço final do iPhone 18, especialmente num mercado tão competitivo. Resta saber se o iOS continuará a ser suficiente para tapar este buraco no hardware.
Diz-me tu: preferias pagar um pouco mais por um iPhone 18 para teres 12GB de RAM, ou achas que a Apple consegue continuar a fazer “milagres” com apenas 8GB?




