Em Portugal, o inverno pode não trazer as tempestades de neve de outros países, mas traz chuva, humidade e manhãs bastante frias. Com o preço dos combustíveis sempre a oscilar nos postos nacionais, qualquer cêntimo poupado faz a diferença ao fim do mês. Sabias que as viagens curtas como ir levar os miúdos à escola ou ir rapidamente ao supermercado são as que mais castigam o consumo do teu carro nesta época? O motor não chega a aquecer e a eficiência cai a pique. Aqui estão quatro coisas que provavelmente estás a fazer (ou a ignorar) e que estão a aumentar a tua fatura de combustível ou eletricidade este inverno.
1. O peso morto na bagageira
Todos nós pecamos nisto. O verão acabou há meses, mas será que ainda tens o guarda-sol, as cadeiras de praia ou aquele garrafão de água esquecido na mala?
Os engenheiros das marcas automóveis lutam para tirar gramas aos carros para os tornar mais económicos. No entanto, tu, ao andares com a tralha toda atrás, estás a fazer o oposto. Em Portugal, onde o relevo é acidentado (basta pensar nas colinas de Lisboa ou no Porto), cada quilo extra obriga o motor a esforçar-se mais nas subidas.

Outro ponto crítico: as barras de tejadilho. Assim se não as estás a usar para transportar bicicletas ou malas de viagem, tira-as. Elas estragam a aerodinâmica do carro e, em autoestrada (como na A1 ou A2), funcionam como um travão de ar, disparando o consumo.
2. A condução nervosa no pára-arranca
Sabemos que o trânsito na IC19, na VCI ou na 2.ª Circular testa a paciência de qualquer um. Mas a condução agressiva acelerar para colar ao carro da frente e travar logo a seguir é o maior inimigo da tua carteira.
No inverno, com o motor frio, as acelerações bruscas gastam muito mais do que no verão. Além disso, com o piso molhado e escorregadio típico das estradas portuguesas nesta altura, uma condução suave não é apenas uma questão de poupança, é uma questão de segurança para evitar derrapagens. Tenta manter uma velocidade constante e aproveita as descidas para tirar o pé do acelerador (o chamado coasting), deixando o carro rolar com a mudança engatada, onde o consumo é zero.
3. Pneus vazios: perigo e despesa
Com as oscilações de temperatura típicas do nosso inverno (dias amenos e noites muito frias), a pressão dos pneus varia. O ar dentro do pneu contrai-se com o frio, o que baixa a pressão.

Andar com os pneus em baixo aumenta o atrito com a estrada. Resultado: o motor tem de fazer mais força para o carro andar. Além disso, em Portugal chove muito. Pneus com pressão incorreta aumentam drasticamente o risco de aquaplanagem e desgastam-se de forma irregular, obrigando-te a comprar pneus novos mais cedo do que o previsto.
Não confies apenas no olhómetro. Passa numa bomba de gasolina ou usa um compressor portátil e verifica a pressão a frio.
4. O óleo e a saúde do motor
Muitos condutores portugueses ainda têm o hábito de esticar a revisão para poupar uns euros. Isso é um erro. O óleo degrada-se com o tempo e com a humidade.
Um motor lubrificado com o óleo certo (especialmente os sintéticos modernos recomendados pela maioria das marcas) aquece mais depressa e funciona com menos atrito. Se fazes muitas viagens curtas dentro da cidade, o óleo sofre mais porque nunca chega à temperatura ideal de funcionamento.

Se o teu carro pedir revisão ou mudança de óleo, não adies. Um motor preso por má lubrificação gasta mais combustível para fazer o mesmo trabalho. Verifica também se o termóstato está a funcionar bem; se o carro demorar muito a aquecer nestas manhãs frias, está a gastar mais do que devia.

