Inteligência Artificial da Adobe já deteta imagens manipuladas

O departamento de investigação da Adobe tem trabalhado recentemente numa nova solução de inteligência artificial que foi desenvolvida para identificar, com segurança, imagens digitais manipuladas, bem como qualquer outro tipo de fotografia que tenha sido adulterada. A empresa sediada em San Jose, na Califórnia, afirmou que o principal objetivo é ajudar a melhorar a confiança das pessoas na autenticidade das imagens que aparecem online.

O projeto é liderado pelo investigador sénior da Adobe, Vlad Morariu, que tem detectado a manipulação de imagens no âmbito do programa DARPA Media Forensics desde 2016 e possui anos de experiência no campo da visão computacional.

A nitidez das extremidades, a distribuição do ruído, as métricas de iluminação e uma ampla variedade de outros valores podem ser utilizados ​​para determinar manualmente se alguma imagem específica foi adulterada, enquanto os próprios metadados podem permitir conclusões idênticas.

O principal desafio que o projeto da Adobe está a tentar superar é o treino de um sistema de inteligência artificial para alavancar este conhecimento e destacar as imagens suspeitas com mais eficácia do que um humano. A versão atual da solução que foi criada pela Adobe concentra-se em três aspectos visuais: remoção, ou seja, o ato de eliminar um objeto de uma imagem e substituí-lo por outra coisa; cópia, que é, efetivamente, um clone-stamping e também a união de várias imagens.

Embora um especialista treinado seja capaz de identificar uma imagem manipulada baseando-se em padrões de ruído, este processo geralmente leva horas, pois requer uma análise pixel a pixel, enquanto a nova tecnologia experimental da Adobe é capaz de alcançar os mesmos resultados numa questão de segundos.

O componente de aprendizagem de máquina da plataforma permitiu que ela aprendesse a reconhecer imagens manipuladas baseando-se em conjuntos de dados que continham dezenas de milhares de ficheiros que sofreram algum tipo de manipulação.

Neste momento ainda não se sabe se a Adobe pretende comercializar a sua tecnologia de inteligência artificial mais recente ou disponibilizá-la ao público em geral.

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