Durante anos, a Huawei foi sinónimo de inovação, qualidade e durabilidade. Foi a marca que obrigou a Apple e a Samsung a mexer-se durante muitos anos a fio. Além disso, foi a marca que colocou câmaras de topo em smartphones que custavam metade, e de facto, foi também a marca que, se os EUA não tivessem carregado no botão vermelho, hoje estaria a discutir o primeiro lugar do mercado global com a Apple.
Mas o mais impressionante? Apesar de tudo o que foi feito, a Huawei continua a lançar produtos com um nível de qualidade que envergonha muita da sua concorrência. Até porque, aqui não estamos a falar só de smartphones. Os tablets da marca, como o novo MatePad Pro 13.2, ou até os seus mais recentes relógios Watch GT 5 e Watch 5 são prova disso mesmo.
A questão agora é… Se há sinais de que o clima geopolítico está a mudar, e eles estão à nossa frente. Talvez esteja na altura de nos prepararmos para o regresso de um dos gigantes do mercado.
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O hardware nunca deixou de ser incrível!

O novo MatePad Pro é um luxo. Um tablet com um ecrã OLED Tandem digno de rivalizar com o iPad Pro mais recente, ao trazer acabamento premium, som de alto nível, e uma fluidez que mete inveja a muitos Androids de topo.
Aliás, mesmo sem os serviços Google, continua a ser uma máquina poderosa, versátil e… elegante.

E é aqui que entra o ponto mais importante: com todas as limitações impostas, a Huawei nunca baixou o nível. Nunca desistiu de apostar forte no design, na qualidade de construção e no desempenho. Isto diz tudo sobre a marca.
Sem Google? Não é um drama, e de facto, a Huawei pode ser a fabricante mais preparada para um mundo em que a gigante Norte-Americana perde importância na Europa.

É verdade, os serviços Google fazem falta. Mas a realidade é que hoje já não estamos em 2020. O ecossistema AppGallery cresceu, temos os serviços HMS, e se de facto quer mesmo GMS, há alternativas funcionais como o GBox para instalar as apps que usamos todos os dias, e o HarmonyOS está cada vez mais maduro.
Não é igual, mas também já não é o pesadelo que muitos pintam.
E se a Huawei estiver a preparar o regresso à Europa?
Até agora, a Huawei manteve-se à margem no mercado europeu, em modo de resistência.
Está mais focada no lado dos wearables, e por vezes faz umas brincadeiras nos lados dos tablets e smartphones. Mas a maré está a mudar. A relação entre a Europa e a China está menos tensa. A influência dos EUA na definição de regras tecnológicas no velho continente está a perder força.
Por isso, a Huawei, que nunca parou de investir, pode muito bem estar à espera do momento certo para voltar a atacar em força.
Basta olhar para o que a marca tem feito na China para perceber que o músculo está lá!

Smartphones com chipsets próprios, tablets que rivalizam com os melhores do mundo, wearables com tecnologia médica, computadores, routers, earbuds. A Huawei criou um ecossistema completo e, se tiver luz verde, está pronta a lançá-lo cá para fora com uma confiança que poucas outras conseguem igualar.
Se o contexto mudar, o mercado vai mudar!
Hoje, pode parecer estranho optar por um Huawei. Falta os serviços Google, falta o suporte completo às apps, e os preços continuam semelhantes aos da concorrência. Mas não te esqueças disto: a única razão pela qual a Huawei não está no top 3 global… são sanções.
Venham as mesmas regras de jogo, e vais ver como a Huawei volta a ser aquela marca que obrigava toda a gente a copiar ou a inovar. E sim, o consumidor só tem a ganhar com isso



