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Loot Box

(Especial) O ataque insidioso das Loot Boxes aos jovens gamers

Gonçalo Henriques por Gonçalo Henriques
10 de Outubro, 2020
em Especiais
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Este artigo que vão ler é bastante pessoal para mim. Sou gamer desde que me lembro e desde há já muitos anos que vejo a industria do gaming a tornar-se cada vez mais insidiosa e predatória… Nas suas tentativas de monetizar praticamente todos e quaisquer aspetos dos jogos “AAA”. Títulos que na verdade já são lançados a preços cada vez mais altos, muitas vezes proibitivos.

Mas antes de mais nada, vamos começar então com a explicação do termo “Loot Box”.

Uma “Loot Box” não é nada mais nada menos que uma caixa/cofre/pack de cartas virtual. Que tem um grupo de itens com raridades variadas e drop rates específicos pré-definidos.

Ou seja cada LB não é nada mais nada menos que pagar. (Com dinheiro ou uma moeda virtual que pode ser adquirida com dinheiro). Tudo de forma a ter uma chance de nos sair a sorte grande. Ou seja, o item ou itens que tanto desejamos.


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(Especial) O ataque insidioso das Loot Boxes aos jovens gamers

Loot Box

Pois bem, pergunto agora ao caro leitor, este conceito não lhe parece familiar? Se quando leu a descrição que fiz, a ideia de uma slot machine lhe veio à cabeça, então acertou em cheio!

Lembro-me da altura em que as skins e items cosméticos eram desbloqueáveis através do progresso do próprio jogo. Talvez fazendo algum desafio extremamente difícil que nos enchia de orgulho quando finalmente o conseguíamos conquistar. (Exemplo: quando consegui a minha dragunov dourada no CoD4 em 2007 por exemplo).

Porém agora que as empresas aprenderam a jogar com a falta de paciência dos jovens. Conseguiram finalmente fazer disparar os seus lucros de uma forma pouco ética.

Afinal, de acordo com o Decreto-Lei n.º 422/89 Português. Não é permitido o acesso a menores de 18 anos à zona de jogo onde se encontram, entre outros jogos de sorte, as slot machines.


  • Sony já justificou o preço dos jogos de ‘nova geração’! São melhores!

Isto porque, falando de um ponto de vista psicológico, os jovens não estão preparados para lidarem com a frustração do resultado apresentado não ser o resultado desejado. Existindo então o impulso de tentar novamente até conseguir atingir o mesmo.

Assim, utilizando um exemplo prático e mais adequado à faixa etária à qual me refiro. Vamos imaginar uma criança por volta de dez anos num salão de jogos. Até muitos de nós já passámos por isto, estamos a jogar numa das máquinas (Time Crisis era a minha perdição) e perdemos todas as nossas vidas antes de chegar ao fim, o que fazíamos nessa situação? Colocávamos mais uma moeda ou íamos pedir aos nossos pais “só mais uma” porque estamos quase a conseguir acabar o nível!

Esta mentalidade é natural em crianças por vários motivos, os jogos são extremamente estimulantes. Além disso, não existe ainda uma noção competente do valor do dinheiro e como qualquer criança, funciona muito à base da recompensa. (Exemplo: Conseguir ver o End Screen de um jogo ou sair-lhe o seu jogador de futebol favorito num Pack virtual de FIFA).

Com todos estes fatores chegamos então ao verdadeiro problema das Loot Boxes e o quão predatórias são na realidade para jovens que não estão preparados para lidar com esta situação.

Todo este conceito vive e morre na base do “jogo” e vicio no mesmo, pois quando estamos a jogar por exemplo o FIFA 20 em que queremos desesperadamente desbloquear o Cristiano Ronaldo para adicionar à nossa equipa. Cada “Team Pack” dourado (que tem das melhores chances para calhar um destes jogadores de topo) custa 5’000 “moedas”, o que se traduz em sensivelmente 43,00 Euros. Sim caro leitor, QUARENTA E TRÊS EUROS por um pack de cartas virtual. Se pensou que por este valor a probabilidade de sair o jogador que queremos deve estar perto dos 100%, tente antes uma probabilidade inferior a 3.60%. Sim leu bem, a cada quarenta e três euros temos menos de 3.60% de probabilidade de nos calhar o Cristiano Ronaldo ou o Messi, por exemplo.

“Ridículo!” Acredito que lhe tenha passado isto pela cabeça neste momento. No entanto, não foi isso que passou pela cabeça do filho de Thomas Carter de Hampshire.

Estamos a falar de uma criança que no espaço de três semanas gastou 550 libras (600 euros) em “Team Packs” sempre com a esperança que seria “da próxima” que iria calhar o seu jogador favorito, Leonel Messi. O rapaz em questão conseguiu assim esvaziar a conta bancária dos pais colocando a família numa situação bastante complicada.

Podemos pensar então que o problema aqui esteve na educação que não foi dada à criança. E na verdade, é isso mesmo que a Electronic Arts (por exemplo) quer que acreditemos! Para não serem responsabilizadas por toda esta situação. (Atenção que não é só a EA, a Ubisoft, a Konami e muitos outros outros gigantes da indústria fazem exatamente o mesmo). No entanto não é assim tão simples quanto isso.

Afinal, os jogos são cada vez mais comprados de forma virtual. E claro, com o advento das subscrições on-line para haver acesso aos modos multi-jogador de muitos títulos, torna-se praticamente impossível não existir um cartão de crédito/débito associado a qualquer uma das três grandes consolas (Nintendo Switch, Playstation 4 e Xbox One).
A partir do momento em que temos os nossos dados bancários associados à nossa conta, as compras ficam extremamente fáceis de executar, não sendo necessário sequer na maioria das situações introduzir o código CV presente da parte de trás dos nossos cartões.

Posto isto, conseguimos começar a entender a facilidade com que é possível fazer compras nestas lojas virtuais.

Quantos de nós temos consolas neste momento com um cartão associado, que temos filhos que as usam e que já tivemos uma conversa séria com eles sobre estas compras on-line?

Sabia que cada jogo tem a sua própria loja? Lojas decoradas de forma extremamente apelativa onde raramente dizem exatamente o custo dos items até ao momento da transação final? Pois é, existem várias maneiras de chegar às crianças e muitos pais não têm o conhecimento necessário para os precaver em relação a todas elas.

Escrevo este artigo porque quero alertar o máximo número de pessoas para esta realidade. Ou seja, quero chamar à atenção! Ao colocar na ribalta estes game developers que têm de ser realmente responsabilizados… Por utilizarem estas estratégias altamente predatórias, perigosas e sem moral.


Ademais, o que pensa sobre tudo isto? Partilhe connosco a sua opinião nos comentários em baixo.

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Gonçalo Henriques

Gonçalo Henriques

Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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