Earbuds com IA? Curioso! Mas… Vão ter um problema!

A OpenAI tem de garantir novas fontes de receita, por isso, quer entrar no hardware de consumo. Algo que já não é segredo para ninguém.

Dito tudo isto, o primeiro passo passa por uns earbuds com IA, conhecidos internamente como Sweetpea, que afinal devem chegar ao mercado com o nome “Dime”. Entretanto, o lançamento continua apontado para a segunda metade de 2026, mas há um problema cada vez mais evidente.

A ambição inicial parece estar a encolher. E bastante. Algo muito normal neste mundo da IA. Promete-se muito, e entrega-se pouco.

Do hype à realidade vai um grande caminho… Grandinho.

chatgpt, openAI

Quando começaram a surgir rumores sobre os Sweetpea, falava-se de algo próximo de um “computador nos ouvidos”.

Ou seja, um dispositivo sempre ligado, altamente inteligente, capaz de perceber contexto, ouvir, responder e agir com base no que está a acontecer à tua volta. Um verdadeiro produto de rutura, à imagem do que a OpenAI tem feito no software.

Agora, a conversa é outra.

Segundo novas informações associadas a patentes recentes e a fontes habituais do meio, a primeira versão do produto, já com o nome Dime, deverá ser bastante mais simples.

Nada de poder de computação comparável a um smartphone. Nada de magia constante a correr localmente. No final do dia, tudo indica que estamos a falar de uns earbuds “normais”, com forte dependência da cloud e capacidades limitadas no próprio dispositivo.

Ou seja, nada que não seja possível de fazer com produtos já existentes no mercado.

E o resto do hardware da OpenAI?

Entretanto, continua a circular informação sobre outro dispositivo interno, conhecido como Gumdrop. Um objeto pequeno, sem ecrã, pensado para estar sempre contigo e funcionar como uma extensão permanente do ChatGPT. Algo entre um assistente pessoal físico e um gadget experimental.

Mas se os Dime já estão a perder ambição antes de chegar ao mercado, é difícil não levantar a sobrancelha em relação a este segundo produto. A OpenAI quer muito entrar no hardware, mas o contexto económico e tecnológico pode estar a empurrá-la para soluções mais conservadoras do que aquilo que o hype prometia.

Sim, a culpa aqui também é da memória. Mas, sejamos honestos, também das limitações da tecnologia atual.

Em suma…

Quando o hype é enorme, entregar pouco costuma sair caro.

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Nuno Miguel Oliveira
Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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