A OpenAI tem de garantir novas fontes de receita, por isso, quer entrar no hardware de consumo. Algo que já não é segredo para ninguém.
Dito tudo isto, o primeiro passo passa por uns earbuds com IA, conhecidos internamente como Sweetpea, que afinal devem chegar ao mercado com o nome “Dime”. Entretanto, o lançamento continua apontado para a segunda metade de 2026, mas há um problema cada vez mais evidente.
A ambição inicial parece estar a encolher. E bastante. Algo muito normal neste mundo da IA. Promete-se muito, e entrega-se pouco.
Do hype à realidade vai um grande caminho… Grandinho.

Quando começaram a surgir rumores sobre os Sweetpea, falava-se de algo próximo de um “computador nos ouvidos”.
Ou seja, um dispositivo sempre ligado, altamente inteligente, capaz de perceber contexto, ouvir, responder e agir com base no que está a acontecer à tua volta. Um verdadeiro produto de rutura, à imagem do que a OpenAI tem feito no software.
Agora, a conversa é outra.
Segundo novas informações associadas a patentes recentes e a fontes habituais do meio, a primeira versão do produto, já com o nome Dime, deverá ser bastante mais simples.
Nada de poder de computação comparável a um smartphone. Nada de magia constante a correr localmente. No final do dia, tudo indica que estamos a falar de uns earbuds “normais”, com forte dependência da cloud e capacidades limitadas no próprio dispositivo.
Ou seja, nada que não seja possível de fazer com produtos já existentes no mercado.
E o resto do hardware da OpenAI?
Entretanto, continua a circular informação sobre outro dispositivo interno, conhecido como Gumdrop. Um objeto pequeno, sem ecrã, pensado para estar sempre contigo e funcionar como uma extensão permanente do ChatGPT. Algo entre um assistente pessoal físico e um gadget experimental.
Mas se os Dime já estão a perder ambição antes de chegar ao mercado, é difícil não levantar a sobrancelha em relação a este segundo produto. A OpenAI quer muito entrar no hardware, mas o contexto económico e tecnológico pode estar a empurrá-la para soluções mais conservadoras do que aquilo que o hype prometia.
Sim, a culpa aqui também é da memória. Mas, sejamos honestos, também das limitações da tecnologia atual.
Em suma…
Quando o hype é enorme, entregar pouco costuma sair caro.

