A mudança para a DIGI é quase sempre motivada pelo preço e pela transparência, especialmente depois de décadas em que os portugueses sentiram preços injustos às costas. Mas, há um “efeito secundário” que muitos só percebem depois de assinarem o contrato.
Ou seja, as operadoras tradicionais (NOS, MEO, Vodafone) habituaram-nos a um ecossistema de mimos para tentar justificar os preços. Estamos a falar dos bilhetes de cinema 2×1, ofertas de streaming, pontos que nunca mais acabam e podem ser trocados por alguns extras, etc…
É curioso, mas agora que a DIGI está no terreno, o que também fez com que vários clientes abandonassem as “três” grandes para adotar as sub-marcas low-costm começamos a ver pessoas a “mendigar” códigos de cinema em vários grupos.
Será que a poupança real é assim tão grande? Vamos fazer as contas.
O fim do cinema “à pala”!
Para quem ia ao cinema duas vezes por mês com o benefício 2×1, a poupança andava na casa dos 17,50€. Se mudares para a DIGI e poupares 20€ por mês na tua fatura, tecnicamente ainda estás a ganhar 2,50€… mas o sentimento de “perda” pode ser real.
Ou seja, o problema aqui é que nos habituámos a ver esses serviços como gratuitos, quando, na verdade, estavas a pagá-los todos os meses numa fatura inflacionada.
A estratégia da DIGI é diferente. Ou seja, eles vendem-te o “sumo” que é a internet e as comunicações. Não te vendem entretenimento, não te dão bilhetes para o cinema e não te oferecem o Disney+ por seis meses. É um serviço “cru”, mas honesto.
O que é que se perde mesmo na mudança?
Se estás a pensar mudar, ou se já mudaste e estás com saudades do passado, convém analisares o que realmente usavas:
- Vantagens no Cinema: Era o grande trunfo da NOS, por exemplo. Para quem tem família, isto fazia uma diferença enorme no orçamento mensal. A Vodafone também oferecia algo de similar na UCI.
- Apoio ao Cliente e Instalação: Nas operadoras tradicionais, o suporte é mais robusto (ou pelo menos mais rápido a reagir). Na DIGI, com o crescimento explosivo, a coisa pode demorar um pouco mais, mas está a melhorar.
- Serviços de Streaming: Aquelas ofertas de 6 ou 12 meses de HBO ou Prime Video que vêm “incluídas” no pacote. Na DIGI, se queres esses serviços, tens de os pagar à parte.
- Cobertura (ainda) não é a mesma: A DIGI é uma operadora mais recente, e ainda está a construir a sua própria infraestrutura. Mas já se notam diferenças desde 2024.
- TV não está ao nível das rivais.
Conclusão: Vale a pena voltar atrás?
Honestamente? Não. A maioria dos benefícios oferecidos pelas operadoras clássicas servem apenas para “mascarar” preços que, em Portugal, foram demasiado altos durante décadas.
Se fores a ver bem, com o dinheiro que poupas todos os meses na DIGI, podes pagar a tua subscrição de streaming favorita ou até ir ao cinema no dia do espectador e ainda ficas com dinheiro no bolso. A diferença é que agora tens o controlo: decides onde gastas o teu dinheiro em vez de deixares a operadora decidir por ti através de “ofertas”.
No fim do dia, a pergunta é tua: preferes uma fatura barata e direta, ou uma fatura cara cheia de “brindes” que te dão a ilusão de poupança? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







