Se estás a pensar mudar para a DIGI ou se já és cliente, convém estares atento a esta situação surreal. Recentemente, um utilizador partilhou uma experiência que levanta sérias dúvidas sobre a fiabilidade dos sistemas de controlo da operadora e, acima de tudo, sobre a postura do apoio ao cliente. Mas o que se passa com a DIGI ao nível dos limites de consumo?
Limites de consumo da DIGI: A barreira dos 10 euros que não existiu
Imagina que tens um tarifário móvel de 4€ e, por precaução, defines um limite de consumo extra de 10€ na tua área de cliente. É uma funcionalidade básica que serve para te proteger de surpresas na fatura, certo? Pois bem, neste caso, o sistema falhou redondamente.
Após realizar três chamadas para números da MEO (considerados de tarifação especial), o utilizador foi faturado em quase 30€. Ou seja, o limite que estava configurado no MyDigi foi completamente ignorado.

A resposta surreal: O menu é fictício
Embora o erro técnico já seja grave, o pior veio depois com a tentativa de resolução. Após vários contactos sem resposta e ameaças de corte de serviço, a explicação oficial de um agente da Digi foi, no mínimo, escandalosa.
Segundo o relato, o agente afirmou que as operadoras não podem impedir os clientes de comunicar e que o menu para definir limites de consumo é meramente fictício. Adicionalmente, confirmou-se que a alteração do limite aparece no sistema informático da operadora, mas que, na prática, a empresa opta por não o aplicar.
O que isto significa para ti?
Se esta postura for a norma da empresa, estamos perante um problema de transparência grave. Além disso, surgem várias questões importantes:
Segurança do consumidor: Para que serve uma funcionalidade de controlo de custos se ela não tem efeito real?
Apoio ao cliente: A falta de notas no sistema e a demora no feedback mostram que a operação da Digi em Portugal ainda pode estar muito “verde”.
Legalidade: O utilizador já avançou com o pedido das gravações das chamadas para avançar judicialmente, uma vez que se sente enganado por uma funcionalidade que lhe foi prometida e não foi cumprida.
Embora a Digi tenha chegado ao mercado com preços muito competitivos, situações como esta lembram-nos que o serviço de apoio e a fiabilidade dos sistemas são fundamentais. Por vezes, o barato pode sair caro se não houver mecanismos reais de proteção ao cliente.

