Uma consola Android com ecrã OLED a 144Hz por 199€? A MANGMI quer baralhar o jogo, na altura indicada, porque o mercado está caro e só deverá encarecer ainda mais.
O mercado das consolas portáteis anda interessante com muitos lançamentos, mas ao mesmo tempo estranho. Ou seja, por um lado, temos equipamentos cada vez mais caros, com preços a roçar o absurdo. Por outro, começam a surgir propostas que parecem demasiado boas para ser verdade. A nova MANGMI Pocket Max encaixa claramente no segundo grupo.
Afinal de contas, estamos a falar de uma consola portátil Android com ecrã OLED de 7 polegadas, taxa de atualização de 144Hz e um preço de lançamento de apenas 199 dólares. Sim, leste bem.
A pergunta impõe-se logo à partida. Onde é que está o truque?
OLED grande, rápido e brilhante. Aqui não há cortes!

A maioria das consolas Android nesta gama de preços aposta em ecrãs IPS, normalmente modestos, mais pequenos e com taxas de atualização normais. A Pocket Max vai noutra direção.
O painel é OLED, tem 7 polegadas, resolução Full HD e uma taxa de atualização de 144Hz. A isto junta-se um contraste de 100.000:1, cobertura de 150% do espaço sRGB, brilho máximo de 800 nits e um tempo de resposta de apenas 2 ms.
Ou seja, no papel, é um ecrã que não fica atrás de muitos portáteis gaming ou monitores dedicados. Para jogos Android, emulação ou streaming, é um salto gigante face ao que costuma existir neste segmento.
Snapdragon 865 em 2026? Estranho, mas faz sentido!

O processador escolhido é o Snapdragon 865, um chip antigo, lançado no distante ano de 2020. À primeira vista, parece uma escolha estranha para 2026. Mas há contexto.
É um SoC mais do que conhecido, estável, bem suportado em Android e ainda hoje muito capaz em jogos e emulação. A GPU Adreno 650 continua a aguentar bastante bem títulos exigentes, especialmente quando falamos de jogos Android otimizados.
Não é um monstro de performance, mas também não tenta, nem tem de ser. A ideia aqui é oferecer fluidez, compatibilidade e estabilidade, sem rebentar o orçamento.
Controlos levados a sério
Aqui a MANGMI surpreende.
A Pocket Max traz sticks analógicos TMR, mais precisos e duráveis do que os tradicionais potenciômetros e até do que muitos sticks Hall Effect. Os gatilhos também usam tecnologia Hall, ideais para jogos de condução ou títulos que exigem controlo analógico fino.
Há ainda um sistema magnético modular de botões com micro-switches mecânicos, algo raro neste tipo de consolas. A promessa é feedback mais rápido, cliques mais definidos e maior durabilidade.
Não é só uma consola barata com bom ecrã. Há claramente atenção ao detalhe nos controlos.
Bateria grande e carregamento rápido!
A bateria tem 8000 mAh, o que representa um aumento significativo face ao modelo anterior da marca. Segundo a MANGMI, isto traduz-se em cerca de mais 60% de autonomia.
O carregamento é feito a 27W, o que ajuda a mitigar o peso de uma bateria maior. Não é ultra rápido, mas é perfeitamente aceitável para este tipo de equipamento.
Android simples, sem complicações
O sistema operativo é Android 13, acompanhado por uma interface própria chamada M SPACE 2.0. A ideia é manter tudo simples, focado em jogos, sem camadas desnecessárias a complicar a experiência.
Há suporte para Wi-Fi 6, Bluetooth 5.1, saída de vídeo por USB-C, entrada de 3.5 mm e slot para cartões microSD. Tudo o que se espera, sem surpresas.
Preço agressivo. Talvez demasiado agressivo?
A Pocket Max chega ao mercado amanhã com um preço promocional de 199 dólares durante o período Super Early Bird. Depois disso, sobe para 219 dólares.
Claro que há compromissos. O Snapdragon 865 denuncia a idade do projeto e não é uma consola pensada para competir com soluções x86 ou ARM de nova geração. Mas também não tenta.
Em suma, no final do dia, esta consola levanta uma questão interessante. Será que precisamos mesmo de pagar 400 ou 500 euros por uma consola portátil Android para jogar bem? Para andar a emular jogos antigos? Se calhar não!

