Vários países já começaram a alertar para a necessidade de reduzir o consumo de combustíveis. Ou seja, a possibilidade de escassez, combinada com preços elevados e tensões energéticas, está a levar governos e especialistas a falar novamente de medidas que muitos pensavam ter ficado no passado.
Entre elas está uma que os portugueses conhecem muito bem. O teletrabalho. Algo que foi muito bem recebido na altura da pandemia, mas que aos poucos tem vindo a desaparecer, com muitos patrões a preferirem ter todo o staff novamente no escritório.
Será que o teletrabalho pode voltar a ser recomendado?
A questão começou a circular nas redes sociais e rapidamente gerou discussão. Afinal, se o objetivo é reduzir o consumo de combustíveis, a lógica parece simples. Menos deslocações diárias significam menos carros na estrada e, consequentemente, menos consumo de gasolina e gasóleo.
Além disso, também significa mais dinheiro no bolso dos portugueses, que pode ser utilizado em outras coisas mais importantes. Aliás, muitos portugueses “choram” as subidas agressivas nos combustíveis, porque tudo isto significa que vão ter de pagar mais apenas para ir trabalhar.
É uma das coisas mais irritantes na vida de muita gente, especialmente nestes novos tempos em que ninguém parece conseguir comprar ou arrendar casa nos grandes centros urbanos.
Além da poupança, escusado será dizer que, para quem passa horas no trânsito todos os dias, a possibilidade de trabalhar a partir de casa seria uma solução quase óbvia.
Menos deslocações = menos combustível!
A verdade é que o impacto do teletrabalho no consumo energético é real.
Durante a pandemia, quando milhões de pessoas ficaram em casa, o tráfego nas cidades caiu drasticamente. Isso refletiu-se imediatamente na redução do consumo de combustíveis e também nas emissões.
Por isso, sempre que surge uma discussão sobre escassez de energia ou necessidade de reduzir consumo, o teletrabalho acaba inevitavelmente por voltar ao debate.
Uma solução simples para um problema complexo?
No meio desta discussão surge uma pergunta interessante.
Se o objetivo é reduzir o consumo de combustíveis, porque razão não apostar mais em soluções como teletrabalho, horários flexíveis ou até semanas de trabalho híbridas?
Talvez não resolva tudo. Mas poderia reduzir significativamente milhões de quilómetros percorridos todos os dias nas estradas portuguesas.
E num cenário de escassez energética, cada litro pode contar.









