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Cérebros dos psicopatas são diferentes dos outros e é assustador!

por Bruno Fonseca
2 de Julho, 2025
em Especiais
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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Um novo estudo revelou algo surpreendente: os cérebros dos psicopatas têm diferenças estruturais notórias em relação ao resto da população. Esta descoberta pode ser essencial para perceber melhor este distúrbio de personalidade e até para ajudar a desenvolver formas de o tratar. A investigação foi conduzida por cientistas do Centro de Investigação Jülich e da Universidade RWTH Aachen, na Alemanha. Os investigadores analisaram imagens cerebrais de 39 homens diagnosticados como psicopatas, comparando-os com um grupo de controlo composto por homens sem esse diagnóstico.

Cérebros dos psicopatas são diferentes dos outros e é assustador!

“A psicopatia é um dos maiores fatores de risco para comportamentos violentos graves e persistentes”, escreveram os autores do estudo, agora publicado na European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience.

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Diferenças cerebrais ligadas ao comportamento impulsivo e anti-social

Para esta investigação, foi usada uma combinação de ressonância magnética e uma ferramenta especializada: a PCL-R (Psychopathy Checklist-Revised), que avalia traços de personalidade psicopática com base em entrevistas, análises clínicas e registos oficiais. Esta escala divide os traços psicopáticos em dois grandes grupos:

Fator 1: características emocionais e interpessoais (ex: frieza, manipulação, falta de empatia);

Fator 2: comportamento impulsivo, irresponsável e anti-social.

Embora as diferenças estruturais nos cérebros dos participantes não tenham sido muito significativas no Fator 1, os investigadores encontraram alterações relevantes associadas ao Fator 2. Em particular, observaram reduções de volume em várias regiões do cérebro, incluindo:

  • Ponte (tronco cerebral);
  • Tálamo;
  • Gânglios da base;
  • Córtex insular.

Estas zonas estão ligadas ao controlo de ações involuntárias, processamento emocional, interpretação de estímulos sensoriais, motivação e tomada de decisões. Ou seja, são fundamentais para a forma como reagimos ao mundo à nossa volta.

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Cérebro mais pequeno: um possível sinal de desenvolvimento alterado

Uma outra descoberta surpreendente foi que os cérebros das pessoas com traços psicopáticos eram, em média, 1,45% mais pequenos do que os do grupo de controlo. Embora esse dado seja difícil de interpretar, pode indicar alterações no desenvolvimento cerebral que contribuem para os comportamentos observados.

“Os distúrbios comportamentais associados ao Fator 2 parecem estar ligados a défices de volume em áreas cerebrais envolvidas no controlo do comportamento”, explicam os autores.

E agora? O que pode vir a mudar?

Apesar de o estudo envolver um número limitado de participantes e pouca diversidade, os resultados reforçam a ideia de que as tendências anti-sociais e impulsivas têm raízes neurológicas claras. O próximo passo será perceber o que está na origem dessas alterações: será que são inatas? Ou poderão resultar de experiências traumáticas, consumo de drogas ou outros fatores ambientais?

Entretanto a classificação da psicopatia continua em debate, mas associa-se geralmente à ausência de empatia, comportamentos manipuladores e uma elevada propensão para assumir riscos muitas vezes com consequências violentas.

Assim perceber melhor os mecanismos cerebrais por trás da psicopatia poderá, no futuro, abrir caminho para diagnósticos mais eficazes e até estratégias de intervenção que evitem comportamentos perigosos.

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Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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