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Baterias nos smartphones… Já não dá para confiar?

por Nuno Miguel Oliveira
16 de Julho, 2025
em Especiais
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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como fazer a bateria do seu portátil durar muito mais
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Se calhar existe mesmo uma razão para as grandes fabricantes continuarem a apostar em capacidades de bateria aparentemente sem sentido, quando temos outras fabricantes, nomeadamente as Chinesas, a meter células com 6000mAh ou até mais capacidade nos seus aparelhos.

Sim, a coisa vai além do dinheiro!

  • Smartphones sem evolução? Chega de afinar milímetros!

Baterias nos smartphones… Já não dá para confiar?

telemóveis: atenção há perigo de fogo nas suas gavetas!

Portanto, caso não tenhas reparado, o Nothing Phone (3) trouxe uma confusão que, na verdade, expõe um problema muito maior na indústria. Afinal, porque é que a versão indiana tem uma bateria de 5500 mAh, mas a versão global aparece com 5150 mAh… Quando ambas têm exatamente a mesma bateria?

A resposta é simples, mas revela o quão enganadores podem ser os números que vemos nas fichas técnicas da tecnologia que chega todos os dias às prateleiras. Aliás, mostra também como, em muitos casos, a capacidade real que o teu telemóvel consegue usar não corresponde ao que a marca publicita.

Mesma bateria, números diferentes!

Segundo a Nothing, as duas versões usam exatamente a mesma bateria.

A única diferença é que, na versão global, a marca impôs um limite de descarga a 3.2V, tanto a nível de software como também a nível de hardware. O objetivo  está em cumprir com as novas regras internacionais de transporte aéreo de baterias, que entram em vigor em janeiro de 2026.

Isto significa que a bateria do modelo global nunca desce abaixo dos 3.2V, mesmo que haja uma falha de software. Como resultado, há cerca de 350 mAh que estão fisicamente presentes… mas não podem ser usados.

Estão lá apenas como “reserva de segurança”.

O truque da capacidade “invisível”

Na prática, tens uma bateria de 5500 mAh que se comporta como uma de 5150 mAh. Mas atenção! Isto é mais comum do que parece.

Muitas marcas não têm qualquer limite físico (hardware) e apenas controlam a descarga via software. Só que isso pode falhar. Com o novo método, mesmo que algo corra mal no sistema operativo, a bateria nunca se descarrega a níveis perigosos.

Qual é a vantagem para a marca? Ao declarar uma capacidade mais baixa, foge a exigências mais apertadas nas certificações de transporte, evita etiquetas especiais e poupa dinheiro no processo logístico.

Afinal, quanto da bateria é que realmente usamos?

É aqui que a coisa fica complicada.

Uma bateria declarada como 5000 mAh pode, na verdade, ter 5500 mAh fisicamente presentes. Mas se tiver um corte por hardware aos 3.2V, só vais conseguir usar os tais 5000 mAh.

Por outro lado, uma bateria sem esse corte físico, mas com um limite por software, pode estar a declarar 5000 mAh… e tu só consegues usar 4500. A questão aqui é… ninguém te avisa disso.

O pior? Nenhuma marca te diz na ficha técnica qual é a capacidade realmente utilizável.

Os números nas caixas são teóricos!

Aqueles valores “típicos” ou “nominais” que aparecem nas especificações servem apenas como referência técnica em condições laboratoriais ideais. Isto significa temperatura estável, descarga constante, sem variações ou picos de energia.

Na vida real, isso não existe. Usamos o telemóvel com apps abertas, no bolso, com calor, em chamadas ou a ver vídeos. Tudo isso afeta a autonomia.

É por isso que, apesar de já existirem smartphones com grandes capacidades de bateria no mercado, a autonomia real não é assim tão diferente.

Conclusão: não olhes só para os mAh

Cada vez mais, os números que as marcas apresentam servem mais para cumprir burocracias e marketing do que para refletir o que vais realmente ter no dia-a-dia.

Por isso, cabe a ti ler análises independentes, e assim perceber de facto qual é a autonomia real, em uso também ele real. Os números na caixa… Valem o que valem.

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Nuno Miguel Oliveira

Nuno Miguel Oliveira

Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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