Podes ter o telemóvel mais rápido do mundo, mas se ele morre ao meio-dia, tens apenas um pisa-papéis caro que pode ficar giro dentro de uma capa. Em 2026, a Google parece estar a passar pelo seu próprio escândalo de bateria, afetando utilizadores do Pixel 6 ao Pixel 10.
Ou seja, uma atualização de software transformou smartphones de topo em dispositivos dependentes da tomada, provando que o tamanho da bateria ainda é o que mais ordena. O que é giro, porque várias fabricantes chinesas andam a apostar forte na bateria, enquanto as fabricantes tradicionais parecem ter algum receio.
O dreno fantasma: Do Pixel 6 ao Pixel 10!
Relatos recentes indicam que uma atualização da Google causou um dreno massivo de energia. Há quem relate perder metade da carga em poucas horas, mesmo com o telemóvel em repouso. Portanto, o problema não é (só) o hardware estar velho, mas sim o software estar a gerir mal os recursos. Isto recorda-nos o “Batterygate” da Apple, mas com uma diferença importante. Visto que afeta também os modelos mais recentes da Google, o que é um golpe terrível na credibilidade da marca.
Ainda assim, no fim do dia, a bateria é a parte mais sensível da experiência. Se a câmara falha, tiras a foto mais tarde. Se a bateria falha, ficas isolado do mundo. A Google reconheceu o problema, mas a solução tarda em chegar, deixando milhares de utilizadores com “ansiedade de bateria”.
A lição que vem do Oriente: Silício-Carbono!
Enquanto a Google e a Samsung continuam presas nos 5.000 mAh há anos, as marcas chinesas já estão a usar baterias de silício-carbono com capacidades entre que já chegam aos 8.000 mAh. Mais concretamente, estas marcas perceberam que a física ganha sempre ao algoritmo. (Apesar de algumas ainda terem dificuldade em trazer todo o potencial deste hardware para a Europa. (Visto que a OPPO é uma das únicas que paga as certificações necessárias para aparecer com 7500mAh em Portugal).
Curiosamente, a Samsung parece ter percebido finalmente a dica e os rumores para o S27 Ultra apontam para esta nova tecnologia. Resta saber se a Google vai continuar a tentar fazer “magia” com software ou se vai finalmente meter baterias a sério nos seus próximos dispositivos.
Conclusão: Estás farto de andar com a powerbank no bolso?
Este episódio da Google mostra que não podemos confiar apenas na otimização. Em 2026, com ecrãs de 3000 nits e IA a correr em segundo plano, os 5.000 mAh de iões de lítio já não chegam. O mercado exige mais hardware e menos promessas de software.
O meu palpite é que este “mini Batterygate” vai acelerar a adoção de baterias de nova geração em todas as marcas ocidentais. Agora é esperar para ver.






