A partir deste sábado, as regras do jogo mudaram completamente na Indonésia. O país asiático tornou-se o primeiro do seu continente a implementar uma proibição total do uso de redes sociais para crianças e jovens com menos de 16 anos. Por conseguinte, a criação e manutenção de contas em plataformas gigantes como o YouTube, TikTok, Instagram e X estão agora estritamente vedadas a esta faixa etária. Deste modo, o governo pretende travar de forma agressiva problemas graves como o assédio virtual, a dependência digital e o acesso a conteúdos inadequados.
Banir o TikTok e o Instagram: a divisão entre a proteção escolar e a censura
Além disso, esta decisão governamental histórica está a dividir profundamente a sociedade civil. Por um lado, as associações de professores aplaudem a restrição de idade, considerando-a um passo vital para prevenir o vício dos ecrãs nas salas de aula. Por outro lado, a organização de direitos humanos Amnistia Internacional manifestou uma enorme preocupação com a perda da liberdade de expressão. O diretor executivo da filial indonésia da organização explicou que esta barreira generalizada vai dificultar imenso a capacidade das crianças de partilharem as suas opiniões sobre políticas de estado que afetam diretamente os seus direitos mais básicos.
O drama financeiro dos jovens criadores de conteúdo
Adicionalmente, existe um impacto económico devastador que está a abalar milhares de lares. Muitos jovens dependem financeiramente da internet, sendo que os seus ganhos enquanto influenciadores representam uma parte crucial do sustento familiar. O caso de uma jovem de apenas 14 anos, que acumulou cerca de 800 mil seguidores no Instagram e no Facebook, ilustra perfeitamente esta crise. Portanto, a criação de conteúdo tornou-se a única forma de sustentar a sua casa. Tudo porque a sua mãe ficou impossibilitada de trabalhar devido a problemas graves de coluna.
Em suma, a jovem criadora partilhou o seu desejo de que o governo mude de ideias rapidamente, sublinhando que imensos adolescentes dependem totalmente destas plataformas para sobreviver e ajudar as famílias. Resumindo, esta medida pioneira promete continuar a dar muito que falar nos próximos meses e pode muito bem abrir um precedente para outras nações globais.









