(Análise) Persona 5 Strikers: Jogo incrível!

O que faria caro leitor, se um dia fosse dormir e acordasse na Sala de Veludo? Bem vindo ao mundo da cognição! Inspirado nas teorias/trabalho de Karl Jung e adaptado a um setting super divertido, com personagens relacionáveis e ação sem fim!

Claro que estamos a falar do regresso ao mundo de Persona 5, desta vez desenvolvido pela Koei Tecmo.

Portanto, na mesma veia de Hyrule Warriors e Fire Emblem Warriors… Este foi mais um franchise que foi transformado num Hack n’ Slash! Pelo qual este developer é conhecido. Será que é uma combinação poderosa ou uma tentativa falhada? Vamos pôr a Keyword certa na EMMA e entrar no Metaverse para descobrir!



História

persona 5 strikers

Assim, o jogo começa com Joker, Morgana e o resto dos “Phantom Thieves” a combinarem um reencontro quase um ano depois dos eventos de P5. Porém, de forma inesperada e numa noite como qualquer outra, Joker é puxado novamente para a Velvet Room. E posteriormente para o Metaverse onde existe mais um coração maléfico que precisa de mudança.

(É de notar que se quer ter alguma ideia do que se passa em termos de história neste jogo, é indispensável ter jogado P5 ou pelo menos ter visto um vídeo que explique os eventos que decorreram no mesmo. Assim como ter uma ideia básica do que são Personas e o mundo da Cognição. Basicamente, a Wikipédia e o Youtube vão ser os vossos melhores amigos na preparação para Strikers.)

Entretanto, poderíamos pensar que esta mudança de género nesta sequela seria motivo para simplificar ou reduzir a quantidade de história que há em Strikers comparativamente a P5, mas na minha opinião consegue competir bastante bem. Esteja então preparado para secções bastantes compridas de exposição em que de vez em quando temos a oportunidade de escolher entre algumas opções de resposta.

(No entanto, não espere grandes consequências a nível de história com a grande parte destas decisões, parecendo que são apenas para dar uma falsa sensação de escolha ao jogador)

Jogabilidade

persona 5 strikers

Já jogou algum dos títulos Hack n’ Slash da Koei Tecmo? Então já tem uma boa ideia de como funciona o combate em Strikers, pois é 100% baseado na fórmula clássica deste developer para este género de jogos.

(O meu comentário pode ter soado um pouco a crítica mas tem a sua razão. É um facto que as mecânicas de jogo são praticamente idênticas em todos estes tipos de jogos da Koei Tecmo. Porém também é uma fórmula que, ao adicionar o “twist” de cada franchise à mistura, faz com que raramente se tornem realmente repetitivos)

Entretanto, o jogo está dividido em 3 secções:

  • Exploração/compra de mantimentos e armas no “mundo real”
  • Exploração/stealth no Metaverse
  • Combate no Metaverse quando descobrimos que não somos o Solid Snake (Acho que é mesmo a falta de uma caixa de cartão…).

No Mundo Real jogamos apenas com Joker e é aqui onde vamos fazer investigações, falar com amigos e pessoas nas ruas da cidade, comprar itens para restaurar o nosso HP, SP, curar status ailments, etc…
Servindo basicamente como as secções onde mais existe desenvolvimento da história e onde podemos ir para recuperar automaticamente HP/SP e relaxar entre viagens ao Metaverse.

Cada membro dos Phantom Thieves tem a sua própria Persona assim como três slots para equipamentos (arma, protetor e acessório) que alteram os seus Stats conforme o que decidimos equipar para criar uma party forte e equilibrada.

Existe também agora o menu de Bonding em que à medida que vamos derrotando inimigos, o nível de amizade do grupo vai aumentando, permitindo comprar Perks indispensáveis (como por exemplo recuperar HP e SP após cada luta, o que, confiem em mim é God-like)

Combate e Metaverse

Dentro do Metaverse o jogador assume um papel mais ativo, escolhendo 4 membros de entre todos os que compõem os Phantom Thieves para criar a sua party e depois explorar o mapa à procura de tesouros e itens. Tentando sempre que possível manter uma abordagem stealth para apanhar os inimigos em emboscadas e iniciar o combate com uma grande vantagem tática.

(É de salientar que podemos trocar entre cada um desses 4 membros a qualquer altura, dentro e fora de combate, instantaneamente e sem penalizações. O que permite ao combate manter-se sempre fresco pois cada membro tem a sua Persona e estilo de luta)

Uma vez abertas as hostilidades, torna-se no clássico estilo de combate 1 vs 100 (ou neste caso 4 vs 100) da Koei Tecmo, com o twist de conseguirmos utilizar as nossas Personas para realizar ataques mágicos conforme a fraqueza do inimigo que enfrentamos (Phys, Gun, Fire, Ice, Elec, etc) que podem consumir SP ou HP.

Juntamente com uma manobra de dodge e saltos, temos uma receita para um sistema muito bem desenvolvido e divertido.

(Talvez a minha maior crítica seja a forma como conseguimos recuperar SP. Se não tivermos ou não quisermos utilizar itens para regenerar SP… A única forma de reabastecer é indo a um checkpoint. Saindo do Metaverse e voltando a entrar. Isto torna-se um problema pois existem ecrãs de loading assim como animações que demoram algum tempo a concluir. Como não existem quaisquer penalizações por sair e voltar a entrar no Metaverse, seria bem mais prático e menos entediante se recuperássemos HP/SP ao apenas interagir com o Checkpoint)

Performance

persona 5 strikers

Antes de mais nada, fiquei surpreendido quando me deparei com uma opção nas definições que me dava a escolher entre FPS e qualidade. Isto é importantíssimo e quem me dera que todos os developers se dessem a este trabalho. Basicamente escolhemos se o jogo dá prioridade a manter os FPS estáveis ou se dá ênfase à qualidade dos gráficos.
Para mim a escolha é óbvia, ter um framerate estável neste tipo de Hack n’ Slash é indispensável. O que é certo é que pela minha experiência numa PS4 base, o jogo corre lindamente (pelo menos no modo FPS em que consegue simultaneamente manter uma fidelidade gráfica muito boa).

Conclusão

Em suma, tenho a dizer que P5 Strikers é dos melhores jogos que tenho jogado nos últimos tempos.
Para quem quer ver a continuação das aventuras dos Phantom Thieves, há muita história e interação entre os membros deste grupo de amigos nesta sequela.

Para quem apenas gosta da fórmula “Warriors” da Koei Tecmo, tem aqui uma iteração extremamente competente e diferente o suficiente para justificar uma compra também.

Assim, só me resta uma questão, durante quanto mais tempo vais ser um prisioneiro do destino?


Ademais, o que pensa sobre tudo isto? Partilhe connosco a sua opinião nos comentários em baixo.

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Gonçalo Henriques
Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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