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Análise Crash Bandicoot 4: It’s About Time (PS4)

Análise Crash Bandicoot 4: It’s About Time (PS4) – Introdução – Das melhores lembranças que eu tenho dos meus tempos de PS1 é jogar a trilogia do Crash Bandicoot assim como Crash Team Racing. Este último jogava na altura com o meu pai que era o verdadeiro boss final do jogo (só lhe consegui ganhar anos mais tarde).

Disto isto, desde o primeiro Crash que foi um dos pioneiros do gaming 3D até ao Crash 3 Warped que foi o último da trilogia clássica, que o Marsupial Laranja encantou os gamers por onde passou. Ainda assim, o primeiro jogo, apesar de inovador, tinha as suas limitações em termos liberdade e opções de movimento… Problemas que, como é de esperar de uma boa sequela, foram melhorados no segundo jogo e aperfeiçoados no terceiro.



No entanto, de forma um pouco infeliz, depois do sucesso que foi CTR, a licença do Crash foi transferida da Naughty Dog para a Universal Studios.

crash bandicoot 4:

Este passar da tocha culminou no lançamento do Crash Bandicoot Wrath of Cortex, o jogo até agora considerado o 4º na série, que lá está, se revelou ser uma desilusão gigante.

O motivo? Era mais do mesmo, tentando inovar apenas introduzindo mais níveis com veículos que se tornavam ironicamente repetitivos. Desde então que o Crash tem sido passado de mão em mão e de género em género tentando voltar à ribalta, infelizmente sem grande sucesso até terem decidido pedir à Vicarious Visions para criar a N.Sane Trilogy e posteriormente o CTR Nitro Fulled (recentemente estragado pela Activision e a sua sede insaciável de dinheiro).

Parece então ser uma “Match made in Heaven” certo? A Toys for Bob que veem frescos de ajudar no desenvolvimento da N.Sane Trilogy (e terem desenvolvido a Reignited Trilogy) criarem o verdadeiro 4º instalment do Crash Bandicoot?

Vamos descobrir com esta análise.

História

crash bandicoot 4:

A história do It’s About Time ignora os eventos dos jogos que vieram após a trilogia da Naughty Dog e segue os eventos do Crash Bandicoot 3 Warped. Em que o doutor Neo Cortex, N. Tropy e Uka Uka estão presos numa dimensão vulcânica sem escapatória aparente. (Há anos visto que foram transformados em crianças. À exceção de Uka Uka quando lá foram parar. Algo bem ao estilo do Dragon Ball GT).

Com imenso esforço por parte de Uka Uka, é aberto um portal que permite aos outros dois vilões fugirem da sua prisão temporal. Esta escapatória foi sentida por Aku Aku que pediu a Crash para investigar, dando inicio à aventura. Assim, esta baseia-se na recolha de quatro máscaras quânticas com o objetivo de salvar o espaço-tempo e parar o plano maquiavélico de Neo Cortex e N. Tropy para conquistarem o Multiverso! (continua portanto o tema de manipulação temporal introduzido em Warped). Entretanto, podemos esperar ver as personagens antigas de que tanto gostamos assim como personagens novas introduzidas neste jogo.

Em suma, como era de esperar… Trata-se de uma história básica pela qual a série é conhecida. O que não é necessariamente mau! Afinal, nem sempre um jogo tem de ter uma história à Metal Gear Solid. O enredo faz o que tem a fazer e complementa bem o jogo em que está inserido.

Gameplay

crash bandicoot 4:

Crash Bandicoot 4 felizmente acrescenta uma boa variedade de movimentos e variedade ao moveset de Crash através da utilização das máscaras quânticas, algo que esta quarta entrada do franchise desesperadamente necessitava. Estas são:

  • Lani-Loli: Capacidade de fasear e passar por dentro de certos objetos (tornando outros sólidos);
  • Akano: Controlo de matéria negra, ou seja a capacidade de usar o Tornado Spin e pairar no ar durante muito mais tempo mas perdendo mobilidade;
  • Kupuna-Wa: Controlo temporal, a capacidade de abrandar o tempo (inimigos e plataformas por exemplo);
  • Ika-Ika: Controlo de gravidade, a capacidade de inverter o campo gravitacional e pôr o Crash a andar no teto por exemplo.

No entanto estas máscaras nem sempre estão disponíveis, aparecendo apenas em certas partes do nível e desaparecendo quando acaba a secção em questão. Durante o resto no nível temos alguns dos poderes que o Crash desenvolveu em Warped, como por exemplo o Double Jump e o Belly Flop (faltando a mítica bazooka de Fruta, mas aqui acredito que seja uma questão de não tornar o jogo demasiado fácil).

Além disto, temos ainda novos stage hazards para o franchise como saltar em lianas e cabos (ao estilo do Tarzan) e andar em Grind Rails (ao estilo de Ratchet & Clank).

Para escolher os níveis temos acesso ao nosso mapa, desta vez mais ao estilo de Crash 1 onde apenas temos a opção de escolher qual o nível que gostaríamos de fazer (ou repetir) e não uma Hub onde podemos fazer free roam como em Crash 2 e 3 (a melhor comparação que posso fazer, que vai buscar os aspetos temporais também é Ape Escape).

Uma grande alteração relativamente aos outros jogos da série está nas gemas que podemos adquirir em cada nível. Desta vez existem seis gemas por nível:

  • Quatro gemas que estão ligadas a quantas caixas conseguimos destruir (uma para 40%, uma por 60%, uma por 80% e a quarta por 100%)
  • Uma gema está disponível se não morrermos mais de três vezes durante o nível
  • E uma gema está escondida algures e temos da encontrar (em sítios escondidos e de difícil acesso)

Conclusão

Posso dizer que estava bastante cético, não por duvidar que o jogo seria um bom Crash Bandicoot visto que os developers trabalharam na N.Sane Trilogy, mas sim porque estava a prever um Wrath of Cortex 2.0. (mais do mesmo e tentativas de inovação nos sítios errados).

Contudo, felizmente, a Toys For Bob conseguiu inovar nos sítios certos e acrescentar mecânicas novas na medida exata para o jogo não perder a sua essência. Mas também para não ser simplesmente uma cópia das mecânicas do Warped com níveis novos. Seria algo que talvez os veteranos da série não se importassem mas que pouco ou nada faria para atrair novos fãs do Marsupial Laranja.

Recomendo então o Crash Bandicoot 4: It’s About Time a qualquer veterano da série assim como a qualquer fã de jogos de plataformas. Em suma, bem-vindo de volta Crash!


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Gonçalo Henriques
Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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