A Apple está num ciclo um pouco tedioso no mundo tecnológico. Tudo parece igual, porque de facto as mudanças de geração para geração são irrisórias. Sim, o iPhone é um sucesso, e o MacBook Neo partiu a roda daquilo que era o domínio Windows na gama baixa. Mas… O iPhone é sempre um iPhone, e um MacBook é sempre um MacBook.
Há muito tempo que a Apple não lança algo como os AirPods. Um produto que revolucionou completamente o mercado, e que meteu todas as marcas a correr atrás do prejuízo.
Óbvio que é complicado lançar um produto como o iPhone ou os AirPods em 2026. Fica a ideia de que está tudo inventado… Mas… e se os AirPods ganharem câmaras? Pomessas destas ou são um golpe de génio ou um tiro no pé monumental. Vamos ver o que está na calha.
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AirPods Pro com “olhos”: Para que servem as câmaras?

Não é a primeira vez que se fala disto. Mas, ao que tudo indica, vai mesmo em frente.
Ou seja, o produto que está mais próximo da realidade (em fase final de validação de design). Por isso, abram alas aos novos AirPods Pro com câmaras integradas. Mas claro que não são para tirar selfies às tuas orelhas. A ideia é que estas câmaras forneçam um fluxo constante de informação visual à nova Siri (que agora corre sobre um modelo Google Gemini personalizado).
Na prática, isto permite que a Siri “veja” o que tu estás a ver. Podes perguntar “que monumento é este?” ou “onde é que deixei as chaves?” e receber uma resposta contextualizada.
- Design: Devem assemelhar-se aos AirPods Pro 3, mas com uma “haste” maior para albergar os sensores, e as baterias maiores.
- Privacidade: Para evitar o pânico geral, haverá um indicador LED que se acende sempre que a câmara estiver a transmitir dados.
- Lançamento: Tudo indica que serão apresentados já em setembro de 2026.
Óculos Inteligentes e o Pendente de IA?
A ambição não se fica pelos ouvidos. A Apple está a preparar uns óculos inteligentes (sem ecrã, para já) para 2027, focados totalmente em áudio e captura de imagem. Além disso, também existem indícios de um pendente de IA do tamanho de um AirTag. (Será apenas um microfone e câmara de “peito” que usa o processamento do teu iPhone para te dar assistência em tempo real.)
No fim do dia, é a Apple a tentar dominar a computação espacial sem nos obrigar a andar com um capacete de mergulho (Vision Pro) na rua.
A era John Ternus: Mudança de rumo?
Com a chegada de um novo CEO, podemos voltar a ver uma Apple que já não víamos há algum tempo. Depois de anos a polir o que já existia, a marca parece pronta para arriscar em novos formatos. O facto de estarem a colaborar com a Google para usar o Gemini na Siri mostra que a prioridade é a utilidade imediata, e não apenas o “orgulho” de usar tecnologia 100% interna que ainda não está pronta.
A minha visão? Meter câmaras em todo o lado (nos ouvidos, nos óculos e no peito) é estranho, mas é também uma lufada de ar fresco no que toca a inovação. John Ternus quer o seu “momento iPhone”, mas o sucesso destes gadgets vai depender de uma coisa simples: a utilidade real. Se a Siri continuar a ser “burra”, as câmaras serão apenas um adereço caro. Se funcionar, bem… talvez o mundo mude mesmo.





