Inicio Jogos Aeon: bom jogo constituído por quatro partes muito diferentes

Aeon: bom jogo constituído por quatro partes muito diferentes

A palavra Aeon (Aion), significa “idade”, “o sempre-existente” e “eternidade”, é aplicada para o eterno poder divino e os atributos personificados desse poder, de onde foi estendido para designar as emanações sucessivas da divindade que os gnósticos concebiam como intermediários necessários entre o espiritual e os mundos materiais. Está assim dado o mote para um novo jogo com fortes elementos espirituais à mistura, e uma história a fazer lembrar Terminator.

Aeon é o novo jogo de Paul Weller e que acompanha o número 5 do magazine gratuito ZX Spectrum Gamer (pode aqui ser descarregado). Quem já experimentou That Sinking Feeling sabe o que vai aqui esperar, em parte. É que a mecânica de jogo e mesmo o grafismo são semelhantes. O que não esperaria era estar perante uma autêntica aventura fotográfica. Se carregarmos o jogo num emulador (sem ser em modo flash), ou num Spectrum real, teremos a possibilidade de ver, enquanto este carrega, a descrição e enquadramento da missão que nos espera em cada uma das partes. E cada um destes screenshots é uma pequena maravilha, ou não fosse o seu autor um reputado artista gráfico.

De notar que todos os níveis foram criados com o motor Arcade Games Designer. Sabendo-se das limitações deste em termos de memória, parece-nos uma excelente opção repartir o jogo em quatro partes, quadruplicando a sua extensão, ao mesmo tempo aumentando a própria diversidade, pois cada nível é completamente diferente dos outras.

Parte 1- Arrival at the planet

O nível inicia-se com a chegada do nosso herói, Jesper, ao planeta inóspito. Estamos apenas equipados com um pesado fato espacial e temos que ao longo de cerca de duas dezenas de ecrãs, evitar as muitas estranhas formas de vida que habitam este mundo. Temos também que ir saltando os lagos de ácido sulfúrico e isso implica, muitas vezes, grande precisão e tempo de salto. Se conseguirmos chegar ao fim do nível, descobrimos a fonte dos estranhos sinais emitidos pelo planeta.

Parte 2 – Surveying for crystals

Na segunda parte Jesper conduz uma pequena nave à procura dos cristais. Aqui encontramo-nos em pleno deserto e temos que ir evitando os tornados que vão varrendo tudo à sua passagem, tomando direções imprevisíveis e, por isso, tonando-se mais complicado de planear uma rota. Teremos que explorar todos os ecrãs do jogo por forma a encontrar os nove cristais que permitem terminar o nível. De todas, este pareceu-nos o nível menos interessante.

Parte 3 – Communications

Os cristais renderam dinheiro apenas durante algum tempo, mas passados vinte anos, o nosso herói já passou para o lado dos mortos, dando agora lugar à sua neta e esta, que tem o mesmo nome do avô, teve que se fazer à vida arranjando um emprego a instalar parabólicas em torres de edifícios. Mas os robôs que ocupam estas torres não facilitam e atiram com todo o tipo de lixo, que temos que evitar a todo o custo. É talvez a parte mais original de Aeon, pecando apenas por ser curta.

Parte 4 – Escape from a dead world

E muitos anos depois o mundo entra em colapso. Assumimos agora o papel do filho de Jasper (neta), numa sequência a fazer lembrar o Exterminador Implacável. O mundo está repleto de robôs defeituosos e temos que os ultrapassar, atingindo o cimo do edifício, única forma de escapar do planeta. É o nível mais difícil, pois mais uma vez implica grande precisão e tempo de salto, mas é também o mais interessante e melhor graficamente.

Apesar de Aeon ter quatro partes, podemos experimentar qualquer uma delas sem ter terminado a anterior. Não é que algum dos níveis seja particularmente complicado, mas vamos assim jogando ao nosso ritmo e de acordo com as nossas preferências, pois existe grande diversidade entre as partes.

Graficamente, e tendo em conta os muitos ecrãs de carregamento que compõem este jogo, e que apenas por isso vale a pena experimentar, está fenomenal. De facto, Paul Weller é um artista e pêras e não revelamos aqui os ecrãs para não estragar a surpresa. Por outro lado, a música da autoria de Sergey Letyagin não nos caiu no goto, pois torna-se monótona ao final de algum tempo, embora esteja bem conseguida. Mas também não se pode ter tudo, e o que aqui têm são quatro mini-jogos de grande nível, e que no seu todo constituem mais do que a soma das quatro partes.

Aconselhamos assim fortemente a irem descarregar o jogo, e já agora dar uma espreitadela à revista.

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André Leãohttp://planetasinclair.blogspot.pt/
Tive o meu primeiro computador em 1985, um TC 2048, que me iniciou na informática. Apesar de no final dos anos 80 ter definitivamente passado para os 16 bits, o bichinho do Spectrum e clones sempre ficou, até aos dias de hoje. Atualmente coleciono tudo o que tenha a ver com o Spectrum e vou estando a par das novidades deste mercado, sendo fundador do blogue Planeta Sinclair.

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