A comunicação debaixo de terra sempre representou um desafio gigantesco para a engenharia moderna. No entanto, um grupo de investigadores sul-coreanos do Electronics and Telecommunications Research Institute desenvolveu uma tecnologia de rede sem fios verdadeiramente revolucionária. Por conseguinte, este novo método consegue penetrar até 100 metros abaixo da superfície terrestre. Em vez de utilizar os tradicionais sinais de radiofrequência, que sofrem degradação e perdem força rapidamente debaixo da terra, esta equipa tirou partido da indução magnética para garantir uma ligação perfeitamente estável e clara. É o adeus ao Wi-Fi da forma como o conhecemos.
Adeus ao Wi-Fi: o poder dos campos magnéticos em espaços confinados
O equipamento de teste utilizado para alcançar este marco histórico é surpreendentemente compacto. O sistema é composto por uma antena transmissora com menos de um metro quadrado e um pequeno sensor recetor de campos magnéticos. Deste modo, os aparelhos ligam-se para transmitir dados a uma velocidade de 2 Kb/s. Embora a velocidade pareça reduzida para os padrões atuais da internet de consumo, a grande vitória científica reside na sua incrível fiabilidade.
Assim sendo, o teste prático foi realizado num ambiente de rocha calcária. Trata-se de um material denso e amplamente conhecido por bloquear de forma impenetrável qualquer sinal de rádio comum. Consequentemente, a transição técnica para um método impulsionado por indução magnética permitiu aos cientistas expandir o alcance da transmissão dos iniciais 40 metros para uns impressionantes 100 metros de profundidade.
A revolução iminente nos smartphones de bolso
Por outro lado, é imperativo notar que já existem sistemas avançados de comunicação subterrânea no mercado industrial. Contudo, estes equipamentos antigos dependem de potências de transmissão extremamente elevadas e de baterias pesadas para serem minimamente úteis. Em contrapartida, com esta nova descoberta baseada em campos magnéticos, a comunicação através do solo poderá ser facilmente incorporada em dispositivos muito mais pequenos e com um consumo energético incrivelmente reduzido.
Por esse motivo, o instituto de investigação asiático já está a estudar formas práticas de implementar esta tecnologia diretamente nos futuros smartphones. Ter este nível de alcance num equipamento portátil irá aumentar exponencialmente a segurança de todos os indivíduos que trabalham em túneis subterrâneos ou exploram grutas de forma recreativa. Além de ser uma ferramenta que poderá salvar vidas ao permitir que as equipas de emergência comuniquem com pessoas presas nos escombros, a inovação demonstra um enorme potencial de aplicação em plataformas de perfuração offshore e em operações vitais de defesa nacional.








