Quando pensamos em crises energéticas, a nossa mente viaja logo para o preço da gasolina e do gasóleo. Contudo, há um perigo silencioso que pode afetar ainda mais a tua carteira e o conforto da tua casa: o gás natural liquefeito (GNL). Efetivamente, a ACER (Agência da União Europeia para a Cooperação dos Reguladores de Energia) lançou um alerta sério sobre o Estreito de Ormuz, um dos pontos de passagem mais críticos do mundo para o comércio de energia. Neste cenário, o fecho prolongado desta via pode causar um sismo nos preços europeus em 2026 e o preço do gás pode disparar. Mas de quanto poderá ser o aumento?
Preocupado com o preço da gasolina? Preço do gás pode disparar (sabe quanto)
Para começar, é preciso entender a escala do problema. A ACER estima que, se o Estreito de Ormuz permanecer fechado ou com restrições graves, o mundo enfrentará um défice de 27 mil milhões de metros cúbicos de gás natural. Desta forma, este volume não é apenas um número estatístico; representa uma fatia gigante do fornecimento que a Europa utiliza para compensar a ausência do gás russo.

Marca a Leak como fonte favorita na Pesquisa Google e recebe mais artigos nossos no Discover.
Por conseguinte, sem esta passagem livre, os navios que transportam GNL (especialmente do Qatar) ficam retidos, forçando a Europa a entrar numa “guerra de licitações” com a Ásia para conseguir o pouco gás disponível no mercado. Dito tudo isto, o resultado é uma pressão brutal sobre os mercados grossistas, que acaba por ser transferida para a fatura mensal que tu pagas.
Quanto pode subir o preço em percentagem?
Naturalmente, a tua grande dúvida é saber o impacto real no bolso. Sendo assim, baseando-nos nos picos recentes e nas previsões de mercado para 2026, os especialistas apontam para cenários preocupantes:
Aumento Base. Se a interrupção for moderada, estima-se que os preços do gás na Europa subam entre 25% a 30% em relação aos valores de 2025.
Cenário de Choque. Caso o bloqueio seja total e prolongado durante os meses mais frios, o preço spot (de mercado imediato) pode disparar entre 50% a 70%.
Impacto no Consumidor. Para o utilizador doméstico, isto pode não significar uma subida direta de 70% na fatura (devido a contratos e regulação), mas é muito provável que vejas um agravamento de pelo menos 20% a 40% nos custos de aquecimento e eletricidade (já que o gás é usado para produzir luz).

É tempo de precaver
O alerta da ACER serve como um aviso prévio para o que aí vem. Afinal de contas, a dependência europeia do GNL tornou o nosso mercado extremamente sensível a conflitos no Médio Oriente. Portanto, se estavas a pensar em investir em soluções de eficiência energética ou em mudar para fontes de calor mais sustentáveis, talvez este seja o momento ideal para avançares.
Mantém-te atento às notícias aqui na Leak.pt, porque a energia em 2026 promete ser um dos temas mais quentes (e caros) do ano.
Já estás a planear alguma mudança em casa para fugir a estes aumentos ou vais esperar para ver como o mercado reage?




