MacBook Neo mais caro? Nada está confirmado, mas parece que a Apple prepara um aumento “disfarçado” de 100 euros!
Ora bem, como deves saber, o MacBook Neo está a ser um sucesso tão grande que a própria Apple foi apanhada de surpresa. Mas, contra uma crise de memória como a atual, não há milagres. Mais concretamente, quando a procura dispara, a Apple encontra forma de “ajustar” as contas, e desta vez o plano é matar o modelo de entrada para empurrar os utilizadores para a versão mais cara.
É o chamado aumento “escondido“: o preço base de 699 euros está prestes a desaparecer, sendo substituído pelo patamar dos 799 euros. Sim ganhas 512GB em vez dos atuais 256GB, bem como um sensor de impressão digital. Além disso, para disfarçar a fatura, a Apple vai oferecer… novas cores.
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A “estratégia” de matar a entrada de gama?

A Apple está a ficar sem chips para dar vida ao MacBook Neo. Além disso, a memória está caríssima. Por isso, tal e qual como fez com o Mac Mini, está a planear retirar do mercado a versão de 256GB de MacBook Neo.
Resumidamente, retira-se a versão com menos armazenamento (256GB) e deixa-se apenas a de 512GB como a “nova” entrada de gama. Esta versão também tem outros extras, como o sensor de impressão digital que pura e simplesmente não existe na versão base.
Assim, simplifica-se a cadeia de produção e ganha-se mais dinheiro com hardware onde existe mais margem. Simples.
Porque é que o MacBook Neo ficou caro?
Há razões técnicas e económicas para esta decisão:
- Chipflation: O custo dos módulos de memória LPDDR5 está a disparar. Se este ano custam cerca de 10$/GB, as previsões indicam que vão chegar aos 19$/GB em 2027.
- Produção da TSMC: A Apple previu vender 5 a 6 milhões de unidades, mas a procura real saltou para os 10 milhões. Isto obrigou a Apple a pedir à TSMC para reiniciar a produção do chip A18 Pro, o que sai caro.
- Fim dos chips “binados”: Inicialmente, o Neo usava chips A18 Pro com um núcleo de GPU desativado para poupar custos. Com a pressa da produção, a Apple terá de usar chips “inteiros”, o que encarece o produto final.
Novas cores para adoçar a coisa!
Para que o utilizador não sinta tanto o peso do aumento, a Apple vai apostar no marketing das cores. É o “verniz” habitual para esconder um aumento de preço que, na realidade, é forçado pelos custos de produção e pela crise de componentes que temos acompanhado aqui na Leak.
A minha visão? É a Apple a ser Apple. Eles sabem que o MacBook Neo com o chip A18 Pro é uma máquina incrível para o preço, e não querem perder dinheiro com o sucesso. Mas, estes 100 euros a mais pela versão de 512GB vai acabar por “matar” um bocadinho todo o entusiasmo que tem estado à volta do portátil.
Sim, fazer dinheiro é importante. Mas, não sei se não será má ideia a médio/longo prazo.





