Como estamos fartos de dizer na Leak, a pirataria existe e ganha força porque os consumidores estão fartos de pagar muito por pouco, ou pagar muito por um sistema que teima em ser complicado. Ou melhor, apesar de ser verdade que a pirataria nunca vai acabar, porque arranja sempre forma de se reinventar (nem que seja por protesto), muitas das pessoas que optam por este caminho apenas o fazem porque sentem que o serviço do “pirata” é superior ao serviço oficial.
Pode parecer estranho, mas é verdade. Nos tempos que correm, pagas 5€ por mês (ou menos) e tens acesso a todos os canais, séries e filmes e, com sorte, ainda recebes uma VPN. É um serviço que pode ser acedido a partir da TV, tablet, smartphone ou, se tiveres mãozinhas para isso, até no teu relógio.
Entretanto, do lado do serviço legal, tens de ter um contrato com uma operadora, e por vezes ter acesso à app oficial significa pagar um extra mensal. É tudo mau!
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Aliás, apesar de muitos especialistas já terem avançado com propostas para melhorar os serviços, como a possibilidade de vender o acesso “jogo-a-jogo” por valores acessíveis (imagina 3.99€ para ver um único jogo), quem detém os direitos continua a vender tudo como um pacote fechado. Isso encarece o produto final, com a SportTV a chegar aos 34,99€ e a DAZN aos 17,99€ mensais.
Infelizmente, em Portugal não há dinheiro para pagar estas faturas, e como tal a pirataria sobe de nível. Mas… a renegociação dos direitos de TV vai acontecer dentro de menos de 2 anos. E aí o jogo pode mudar.
Pirataria: O problema não é o “crime”, é o preço e a falta de jeito!

Portanto, eu acredito que se existisse um serviço capaz de agregar todos os jogos, por valores “decentes”, com possibilidade de pagar jogo-a-jogo e/ou com um serviço de qualidade superior, muitos daqueles que andam a brincar no mundo do IPTV voltariam, sem qualquer problema, para o lado legal da coisa.
Sim, o IPTV é barato e funciona muito bem. Mas este clima de impunidade não vai durar para sempre. O cerco vai apertar em Portugal, tal como já apertou em Espanha, Itália e Grécia.
É aqui que pode entrar a LiveMode. Uma plataforma que está a entrar agora em Portugal para transmitir jogos no YouTube e que, aparentemente, tem ambições para ir bastante mais longe. Ou seja, parecem existir planos para negociar os direitos de transmissão da Liga Portuguesa para os próximos anos.
Seria um investimento gigantesco, como é óbvio, e que nunca poderia ser demasiado caro para o consumidor final. Mas, se seguirem o modelo de sucesso que já têm noutros mercados, focando-se na facilidade de acesso e em modelos de subscrição mais flexíveis, este pode ser o verdadeiro travão à pirataria em Portugal.
Afinal, entre a incerteza de um serviço ilegal e a qualidade de uma transmissão oficial no YouTube por um preço justo… A escolha do “fiel tuga” é óbvia.



