Lembras-te daquela promessa de termos um ecrã totalmente limpo graças às câmaras debaixo do ecrã (UDC)? Pois bem, em pleno 2026, aquela que foi uma das inovações mais badaladas de sempre parece estar a ser discretamente abandonada pela maioria das fabricantes.
Sim, ainda há quem aposte nisso, e também há quem prometa grandes desenvolvimentos até ao fim da década. Mas… Contra a física não há muito a fazer ou dizer. Não creio que as grandes fabricantes sacrifiquem qualidade de imagem por um design mais “vistoso”. Pelo menos não nos próximos anos.
No fim do dia, o que parecia ser o “Santo Graal” do design de smartphones acabou por provar que a qualidade da selfie fala mais alto que a estética do ecrã.
Câmaras UDC: Por que é que o sonho não convenceu?

Portanto, a ideia passou sempre por esconder a câmara por trás dos píxeis do ecrã, mas a realidade técnica é teimosa. Mais concretamente, a tecnologia nunca chegou a ser “boa o suficiente” para o utilizador comum. Afinal de contas, com menor entrada de luz no sensor, as fotos continuam a ter menos nitidez e o custo de produção destes painéis personalizados é demasiado elevado para o benefício real. Isto é especialmente verdade nos tempos que correm, em que o custo de produção é um problema para todas as fabricantes.
Além disso, há a questão das patentes, maioritariamente detidas pela ZTE, o que afasta gigantes como a Samsung ou a Xiaomi de uma aposta em massa. Portanto, as marcas decidiram voltar ao “furo” tradicional, que é mais barato, fiável e oferece melhores resultados fotográficos.
Isto é engraçado, porque a ZTE continua a lançar smartphones com esta tecnologia, mas… O resultado final continua a parecer que besuntaste a cara com manteiga.
Ainda te lembras das câmaras Pop-up?

Muitos entusiastas defendem que as câmaras pop-up foram o verdadeiro pico da inovação. Tinhas um ecrã ininterrupto e uma câmara de alta qualidade que só aparecia quando era necessário. No fundo, era o melhor de dois mundos, com o bónus da privacidade física.
Mas, como isso implicava a implementação de todo um mecanismo, as fabricantes também decidiram desistir da ideia.
Conclusão: O “furo” veio para ficar!
Em suma, até que a Apple consiga colocar o Face ID debaixo do ecrã com perfeição, as câmaras escondidas continuarão a ser um nicho para telemóveis de gaming. O mercado decidiu: preferimos uma pequena interrupção no ecrã do que uma selfie de má qualidade. E… É o que faz sentido.





